domingo, 16 de janeiro de 2011

Grêmio 2x2 Lajeadense

Primeiro jogo da temporada. Eu estava sentindo muita falta de jogo do Grêmio e nada melhor que ir ao Olímpico para matar a saudades. Porém, o que eu vi, não me agradou nem um pouco.

Considerações do jogo:

*1º jogo:
É o primeiro jogo do ano. Após só 10 dias de treinos, não dá pra exigir muito dos jogadores, ainda mais com o calor que estava. Só por isso que segurei as críticas.

------------------------------------------------------------------------

*Renato:
Eu não entendi o que ele pretendia com a escalação que botou em campo. Três volantes e só Douglas armando as jogadas. Na hora de substituir, demorou demais e mais uma vez, não deu pra entender.

------------------------------------------------------------------------

*Briga na torcida:
Uma vergonha. Não vi o começo da briga, não sei o porquê. Mas acho ridículo pessoas (que não podem ser chamadas de torcedores do Grêmio) se dignarem a ir até um estádio de futebol, pagar ingresso, para entrar e brigar. Ainda mais sabendo que aquele lugar está cheio de famílias, crianças, pessoas mais velhas. É uma grande falta de respeito. Se é rixa de torcidas organizadas rivais, não interessa. Que eu saiba todo mundo vai lá para torcer pro Grêmio.

------------------------------------------------------------------------

*Vilson:
Me apavorei, não foi nada bem. Até apoiava o time no ataque, mas não tem qualidade, nem o cacoete de chegar a frente, portanto, não pode ser o companheiro de Douglas. Foi muito prejudicado pelo esquema e pela posição em que atuou.

------------------------------------------------------------------------

*Douglas:
Como eu disse antes, Douglas foi o único responsável pela armação de jogadas. Sentiu falta de um meia mais avançado para repartir a tarefa. Isso acabou prejudicando o ataque, já que Jonas tinha que voltar para ajudar na criação, deixando Viçosa sozinho no ataque.

------------------------------------------------------------------------

*Viçosa:
Ainda não deu resposta. Pegava a bola, criava chances de gol, mas errava na finalização. Talvez falte entrosamento com Jonas.

------------------------------------------------------------------------

*Adilson:
Pra mim foi o ponto negativo do jogo. Deve ser a falta de preparo ainda, mas esteve muito mal, errando passes que normalmente não erra. Gerou muitos contra-ataques pro Lajeadense.

------------------------------------------------------------------------

*Árbitro:
O juizão não foi bem também. Resolveu deixar o jogo correr e não marcou várias faltas.

------------------------------------------------------------------------

*Gilson / Fábio Santos:
Ano passado eu cheguei a elogiar o Gilson, quando entrava. Mas ontem, parece que caí na real. Mais uma vez: não quero criticar, porque é o primeiro jogo, mas a impressão não foi nem um pouco positiva. Saí do estádio com a impressão de que daqui alguns meses, estaremos falando: bah, por que mandaram o Fábio Santos embora? Espero que eu esteja errada.
------------------------------------------------------------------------

*Vilson 2:
Foi tão triste ontem. Na hora da entrada em campo, todos os jogadores subiram as escadas acompanhados de crianças, exceto o Vilson. Jonas foi o mais procurado pelos gremistinhas. Mas poderiam ter organizado melhor, fiquei com pena do Vilson  hahahaha




terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Caso R10 - parte II - Refletindo o Futebol

Depois de tanta revolta por parte dos torcedores (minha também), me peguei pensando racionalmente no futebol (meio contraditório, já que esse esporte não combina muito com razão). O que leva as pessoas a gostarem tanto de um clube? Se entregarem de tal modo a um time? Pensando friamente, são 11 homens, como outros quaisquer, vestindo camisas com um símbolo igual (nossa, foi difícil descrever assim).

Eu fiquei com muita raiva pela não vinda do ex-jogador do Milan para o Grêmio. Mas, por quê? Por que em mim isso tem esse tipo de impacto, enquanto há tanta gente que nem sabe que jogador está vindo pro seu time (não sabe e nem quer saber).

Fico observando determinadas pessoas, não é difícil de achar, as quais o futebol não tem qualquer importância. Algumas até acompanham certas partidas, Copa do Mundo, finais de campeonato. Para essas não faz diferença perder para o Asa de Arapiraca no jogo de ida da primeira fase da Copa do Brasil. Para mim faz. Como pode existir gente que consegue ignorar as derrotas, mas está lá na comemoração de um título? Eu não consigo.

Ver tudo desta forma não me faz mais gremista ou dessas pessoas menos torcedoras do Grêmio. Não penso assim. Apenas acho que algumas pessoas dedicam mais seu tempo a um clube de futebol, se interessam mais. Mas gremistas todos somos.

Me pego pensando: queria eu não me envolver tanto. Como eu gostaria de após uma derrota, esquecer e sair na rua como se nada tivesse acontecido. Como adoraria seguir com a minha vida normalmente após a perda de uma final. Será que eu seria mais feliz?

Acho que não. Felicidade para mim não é só ganhar. É também ver toda a torcida cantando, uníssona, músicas de apoio no estádio; é ver que um jogador entendeu o sentido da palavra imortalidade e se entrega dentro de campo em busca da vitória; é desligar a TV, triste, após uma derrota fora de casa, mas saber que no próximo jogo no Olímpico estaremos todos lá esperando vencer novamente; é ver que o Grêmio é Imortal e esta paixão vai durar por muito tempo.

Então continuei refletindo: e a sensação de ganhar uma partida em cima do maior rival? De ver teu time revertendo resultados com menos jogadores em campo; fazendo gol nos últimos minutos; precisando de 4x0 e fazendo exatamente 4x0. E o estádio cheio? A emoção de ouvir o hino? O gol? Quem mais pode proporcionar tudo isso, se não o futebol?

Se preferir viver desse jeito for irracional, então é isso que eu quero ser.
Continuarei dando tamanha importância a tudo isso.

Porque é o futebol que me faz feliz.



segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Caso R10 - parte I - Opinião

Passado o choque, comecei a escrever para expor minha opinião. Não que seja relevante, até porque este assunto no Grêmio já não importa mais. Porém, decidi colocar aqui apenas quando a situação estivesse toda definida.

Semana passada, eu postei um texto falando das novelas do Grêmio (sim, acho que este cara dos dentes grandes não merece tanto espaço destinado a ele, mas vamos lá). Para ilustrar o quanto eu tinha um certo receio do final desta história, reproduzo um trecho:

“É galera. A novela parece estar no fim. Hoje (05/01) está previsto o desfecho. A torcida do Grêmio, acostumada a assistir grandes tramas já fica com um pé atrás. Nas últimas vezes, acabou em tristeza. Mas a esperança existe e as possibilidades são grandes”

Não vou me aproveitar, ser oportunista. Claro que eu criei expectativas (até demais) e queria a volta dele. Mas sempre ficou na minha cabeça a ideia de: só acredito que vem jogar aqui, quando assinar o contrato e vestir a camisa. Talvez estivesse pensando nisso para evitar maiores decepções. Mas o tombo foi grande, maior do que eu esperava.

Ouvi as declarações do Presidente Paulo Odone. Mas confesso que nem nele mais acredito. Tudo bem, Assis fez leilão, viu que tinha interessado e começou a jogar com os clubes. Mas peraí, todo mundo sabe que hoje em dia não existe mais esse negócio de amor a camisa, é muito, muuuito raro. Será que não foi muita ingenuidade da nossa direção acreditar na palavra e nos sentimentos de um cara que há dez anos já traiu o clube que dizia amar? Do irmão dele eu nem falo. Essas pessoas não precisam mais tocar no nome do Grêmio, porque realmente o Grêmio não precisa delas. Que cada uma siga seu caminho e como disse o Presidente: sejam felizes.

Outra coisa. Se realmente se confirmar que a Traffic ajudou o Flamengo com mais dinheiro, por favor direção, não deixem mais chegar perto do Olímpico. Não acho legal guardar sentimentos ruins, mas se há algo nesse mundo que me deixou com um profundo rancor, é essa empresa (sim, muito que estão se importando comigo ¬¬). Em menos de três anos, estas pessoas conseguiram me fazer chorar duas vezes. Incrível, no mesmo período do ano. Em janeiro de 2008, eles ignoraram o montante de dinheiro arranjado pelo Grêmio para ficar com o Diego Souza e o levaram ao Palmeiras. Tudo por conta de uma pequena “vingança”, já que o Grêmio não tinha trocado um outro jogador com eles. Foi triste ver o nosso ex-camisa 7 sendo apresentado em São Paulo, por isso, nem assistirei a apresentação do novo jogador do Flamengo (se for confirmado), até para não dar mídia também.

Vi a torcida protestando no Olímpico. Certo, acho que faria o mesmo se estivesse lá. Só que agora é o seguinte galera: acabou. Hora de pensar no que realmente é importante: a Libertadores. Dia 26 temos uma batalha que nos levará ao tão sonhado TRI. Chega, não quis vir conquistar a América? Beleza, tem gente que se contenta com Copa do Brasil. Devemos transformar tudo o que estamos sentindo, neste momento, em apoio aos nossos jogadores, aqueles que entrarão em campo e nos representarão em cada passe, drible, dividida e gol \o/

FALTA POUCO PARA A LOUCURA COMEÇAR NOVAMENTE.

PORQUE, NÓS SIM, SOMOS LOUCOS POR
TRI AMÉRICA!



quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Globo? Record? Televisa?... Não, Grêmio Produções :)

A vida imita a arte. A arte imita a vida. Frase bem clichê, mas verdadeira. E não é de hoje que um outro segmento vem se igualando às emissoras de televisão, e trazendo a seu fiel público tramas realmente emocionantes: o futebol.

As novelas futebolísticas, assim como as da televisão, começam em qualquer época do ano. Porém, no futebol é mais comum que aconteçam no fim do ano, momento em que os campeonatos acabam, as férias chegam e os times começam a se desmontar (com sondagens de outros clubes ou vontade do jogador de sair).

Nos últimos tempos, tenho acompanhado de perto a maioria dessas novelas, com atenção especial, claro, àquelas produzidas pelo Grêmio Foot Ball Porto Alegrense. Vou citar as últimas três que presenciei, chamadas: Diego Souza, Maxi López e, a que está atualmente na mídia, Ronaldinho Gaúcho. Claro que sempre houve estas histórias, mas vou comentar as que citei, até pela atenção que dei e pelo meu envolvimento.

Em comum, esses três folhetins do Grêmio tiveram foi o início. Todas começaram antes do fim do ano. Diego Souza começou no meio de 2007 a ser sondado e a direção sempre se manteve firme de que não havia com o que se preocupar. Maxi López, um trama estrangeira vejam só, iniciou nos últimos meses de 2009, assim como a de Ronaldinho Gaúcho, que foi divulgada nos últimos meses de 2010.

Da novela Diego Souza (confesso, a que mais mexeu comigo ) acompanhei todos os capítulos, todos os resumos que saíam a toda hora nos sites esportivos. A história? Um jovem jogador que queria permanecer no Olímpico, mas os terríveis portugueses que detinham poderes sobre sua trajetória, guardavam uma grande mágoa dos chefões gremistas. Isso devido a algumas trocas de jogadores que não haviam se concretizado no meio do ano. Após muitas reuniões, dias, viagens além-mar, frases de otimismos, os chefões gremistas davam como certo a permanência do camisa 7. Uma trama extremamente angustiante e cansativa. Quem acompanhou de perto se lembra da expectativa. Até que naquela fatídica primeira semana de janeiro de 2008, os espectadores tricolores assistiram ao capítulo final: Diego Souza e o Grêmio não convenceram os magoados portugueses, que por vingança o enviaram a um clube paulista. Triste fim da história para toda a nação gremista (principalmente pra mim).

O folhetim Maxi Lopez estreou no começo de dezembro 2009. Grêmio superou expectativas e lançou uma novela argentina. A história rodava em torno de um estrangeiro adorado pelo povo tricolor, que dizia ter um sentimento recíproco e desejava ficar em Porto Alegre. Após inúmeras confirmações de que ficaria e investimentos da chefia do Grêmio, surgiu a primeira vilã: a mulher do estrangeiro. Dizia-se que a moça fazia a cabeça do matador para que fossem ser alegres e famosos em terras europeias. Depois de garantias gremistas de que ficaria, de levantarem o dinheiro necessário, malvados russos detentores entraram na história e, junto com o jogador, criaram uma grande confusão, posto que o atleta não havia decidido o que queria. Acabaram pedindo outros valores além dos combinados. Os gremistas negaram e o último capítulo assistido pelos torcedores foi: Maxi Lopez e a mulher, se despedindo e embarcando juntos e felizes para terras italianas. Um final feliz. Para a família argentina. Para quem ficou, raiva.

Por fim, atualmente está passando a novela Ronaldinho Gaúcho. Um pequeno craque, levado sem deixar rastros (de dinheiro) para o seu clube formador, pelo irmão malvado e ganancioso. Após uma década de revolta e amargura por parte da torcida, o irmão resolve voltar e negociar a volta do, agora, já veterano jogador. A chefia gremista se atira aos pés do empresário, que percebendo estar com todos na mão, dá início a um leilão que envolve italianos, flamenguistas, palmeirenses e, corinthianos (na figuração). Os últimos capítulos estão aí. Só que esta trama é um remake. Quase um Vale a pena ver de novo. A única diferença é que dessa vez a torcida sonha com um fim diferente. No resumo que vazou na internet, dizem que o craque e seu time do coração terão um final feliz. Toda a raiva guardada durante uma década pode ser esquecida. Só depende dos protagonistas.

É galera. A novela parece estar no fim. Hoje (05/01) está previsto o desfecho. A torcida do Grêmio, acostumada a assistir grandes tramas já fica com um pé atrás. Nas últimas vezes, acabou em tristeza. Mas a esperança existe e as possibilidades são grandes.

É por isso que a cada nova novela, todo mundo respira fundo e acompanha. O sonhado final feliz há de vir logo. E virá imponente, com um ator principal grandioso. Digno de um clube grande, sempre acostumado a ser protagonista.