sábado, 16 de fevereiro de 2013

O divino da Arena

O texto inaugural do novo segmento do blog não poderia ter outro protagonista: o cachorro-quente do estádio. Já falei aqui inúmeras vezes do hot-dog do Olímpico (diviino) e, na última quinta-feira, enfim, pude experimentar o da Arena.

No dia da inauguração do estádio, não consegui comprar. Os bares não estavam abertos em sua totalidade (ainda não estão) e as filas para comprar comida eram gigantescas. Fiquei um tempo em um fila, até descobrir que era só para comprar pipoca; mais 10 minutos em outro lugar, para chegar no caixa e descobrir que só tinha torradão (com presunto e queijo) a R$ 10,00.

Tão doidos??? Nããão, a fome era grande, mas não ia pagar 10 pila (O que foi um erro, porque a 1 hora da manhã, acabei pagando esse valor em um refri + folhado frio e ruim no aeroporto).

O primeiro cachorro-quente da Arena

No jogo de quinta-feira já estava mais tranquilo. As filas eram menores e bem organizadas. Não tinha aquela aglomeração e o empurra-empurra do Olímpico.

Enfim, a fome era muita, mais uma vez, e o jogo nem tinha começado. Cachorro-quente normal: R$ 10,00; com linguiça: R$ 14,00. Mas aí vem a diferença: na Arena é uma empresa terceirizada (no Olímpico não parece, ao menos), tem mais opções de ingredientes, bem mais organizadinho. E posso dizer: o cachorro-quente é muuuuito bom. Se no Olímpico ele é divino, na Arena é divino².

Os copinhos de refri da Arena também são muito bonitinhos. São da Coca-Cola. Na inauguração fizeram uma edição especial com a data. E o refri custa R$ 4, se não me engano.

Copos da Arena

Intervalo de jogo e começou a se aproximar um cheiro maravilhoso de pipoca doce. Não me aguentei, precisava ir à caça. Pelos assentos, passavam apenas bebidas e picolés. Aaah, e senti falta dos amendoins e salgadinhos, não lembro de ter visto.

Então saí em busca da pipoca. Estava no setor oeste e atravessei, sem mentira, metade da Arena, até o setor leste, procurando o bar da pipoca. Uma orientadora me disse que um tiozinho estava vendendo nos assentos. Não vi.

E tenho que dizer, os corredores são muito espaçosos, uma maravilha caminhar. Retornei ao meu lugar, mas não me sosseguei. Fui para o outro lado. Passei por uns elevadores e uma sala de vidro bem no centro do gramado, cheia de mesinhas e pessoas confraternizando.

Passei por alguns repórteres e encontrei uma senhora com um saquinho de pipoca: “Onde tu achou pipoca??”; “Segue reto aqui, que tu tá perto!”. Segui em frente e achei o bar da pipoca. A visão do campo é ao lado da Geral.

R$ 5, a pipoca júnior; R$ 10, a pipoca grande. Vendiam salgadinhos também. Copinho d’agua a R$ 2. Refri e energético também. E estava boa aquela pipoca, valeu a pena a saga.

Cachorro-quente, suportes para copo e os assentos super confortáveis

Por fim, ainda falta experimentar o "churrasquinho de gato" do entorno da Arena. Na chegada, deu para visualizar diversas churrasqueiras portáteis pelo caminho. O do Olímpico já é tradicional e marca registrada. Se o da Arena for aprovado, será mais um facilitador para me sentir em casa no estádio novo.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Arena: meu primeiro jogo oficial

Eu prometi e acabei não postando nada sobre a inauguração da Arena. Pessoas mais próximas e amigos do Facebook ouviram/leram os relatos de uma pessoa extremamente impressionada e encantada com a festa de abertura. Mas também comentei sobre os graves problemas de estrutura do estádio e de falta de organização.

Ontem, retornei à Arena para meu primeiro jogo oficial. Grêmio x Huachipato-CHI, pela fase de grupos da Libertadores. Primeiro jogo. Contarei os aspectos em tópicos para não ficar tão cansativo. 

Viagem:

Saímos de Montenegro às 17h50, o jogo iniciava às 19h45. Trânsito tranquilo, ao chegar em Canoas, opção pelo Av. Guilherme Schell. Tudo nos conformes, alguns poucos pontos de congestionamento e bastante movimento devido aos ônibus e ao horário de saída do trabalho do povo. Mas tudo ok. Chegamos às 18h55 ao entorno no estádio.

Chegada:

Nas proximidades da Arena, muito movimento de pessoas a pé. Os estacionamentos são realmente longe do estádio (imagina como chegou o povo, ontem, com a chuvarada). E aqui a primeira percepção da falta de organização. 

Em busca do Estacionamento 1, perguntamos a um ‘orientador’ como chegar e a explicação foi daquelas que não fazem diferença. Resultado: vagando pelas ruelas do Humaitá, entrando na rua errada, mais informações desencontradas de guardinhas. Difícil. Mas enfim achamos a entrada certa.

Estacionamento 1, portão 5 ou 6. Portão 6 estava cadeado e ninguém para dar orientação. Segue até o 5. Ok, carro estacionado. E agora? Como sai do estacionamento para chegar na fila?? Vai até o fim que tu encontra o portão.. Certo.

Entrada: 

Onde é a rampa Oeste? É aqui. Olha para ela: uma fila reta e uma em formato de ‘S’. As duas dando acesso ao brete. Então, uma fila que começava com umas 6 ou 7 pessoas, tinha que afunilar para passar dois de cada vez. Povo furando a fila. Sai do brete, passa pela revista do policiais, e aí sim, sobe a rampa.

Aqui um aspecto positivo. O acesso com as rampas é infinitamente mais facilitado que no Olímpico. É bacana mesmo. Sem aglomeração, cada um para seu setor, tudo na paz. Carteirinha na catraca, apresenta o voucher e entra. Sobe escadinhas, que agora tem mármore *-* (na inauguração ainda eram só de concreto).

Lá dentro:

Aquela mesma emoção ao chegar no topo da escada: ver a Arena por dentro é inexplicável. Dessa vez não chorei, mas é lindo. A procura pelos lugares é superfácil, placas indicam muito bem os assentos. As cadeiras estavam limpas dessa vez, sem pó de cimento. Os banheiros com água, papel e sabonete. E limpos. E espaçosos. E muitos. (Mas isso não dá pra falar, pelo menos os banheiros das cadeiras do Olímpico são muito bons).

Lanche e bares:

Bom, o blog mudou um pouco o conceito, então a análise da comida ficará para outro post.

Telões: 

Os telões da Arena são dois dos meus encantos. Sério, não tem como não se impressionar.

Momento dos hinos

Hino do Rio Grande do Sul: 

Os dois times perfilados no tradicional protocolo da CONMEBOL. Na hora do hino do estado, os jogadores já saíram cumprimentando arbitragem e chilenos. Achei falta de respeito. Acho que a CONMEBOL só permite hinos nacionais e que o gaúcho foi ideia do Grêmio, mas mesmo assim. Deveriam ter respeitado.

3G:

Aaaah, uma reclamação importante. Sonho com o dia em que teremos internet na Arena. No dia da inauguração me bateu o pavor, porque o estádio era novo, não conhecia nada e os celulares não funcionavam. Tipo, não era só a internet. Ligações também não completavam. Ontem, acho que até dava para ligar, mas o 3G realmente não funcionou. Esse problema já ocorre no Olímpico, mas não tão grave quanto na Arena.

Aí vão me perguntar: tu vai pra ver o jogo ou pra entrar na internet?? Pra ver o jogo, claro. Mas acessar a internet teria me permitido verificar a escalação antes e saber quem estava no banco de reservas. E não vou negar que queria ter postado fotos no Instagram e no Facebook.

O mais engraçado é que no segundo tempo tentei o 3G mais uma vez e, ao ligar, recebi uma mensagem no WhatsApp. Pensa a faceirice. Digitei no Twitter: “Acheeei 3G na Arena!”. Quem disse que foi enviado... É, foi um suspiro só para dar esperança...

Time: 

Adriano x Fernando: 
Ok, comentei dos aspectos da Arena, está na hora do Grêmio. Falando em banco de reservas, a escalação foi estranha. Isso não se faz. Mexer em um time com uma estrutura já definida para acrescentar reforços. Como disseram: se ainda fosse uma posição carente. Mas não, nosso meio-campo está fechadinho. E estou me referindo à entrada do Adriano no lugar do Fernando. Não morro de amores pelo Fernando, mas não deveria ter ficado no banco. Que o Luxa colocasse o Adriano depois, então..

El Pirata Barcos:
Eu fui pro estádio para ver a estreia do Barcos. Sim, como a maioria da torcida, tenho um encantamento por estrangeiros. E não me arrependi. Tem força, tem raça, tem vontade. Fez gol na estreia (e daí que foi de pênalti??). E só não mostrou mais porque eu acho que o resto do time esqueceu que ele é centroavante.. Bolas cruzadas na área? Pouquíssimas.. Nosso camisa 28 frequentemente aparecia no meio do campo buscando a bola pra levar pro ataque. Te dizer..

No geral:
De modo geral, senti falta do Werley. Nunca gostei do Saimon e depois daquela arrancada em que o centroavante gigante do Huachipato saiu atrás do Saimon e chegou antes na bola, passei a gostar ainda menos. Nosso time precisa de mais um zagueiro.

Não gostei da estreia do André Santos, mas não serei irresponsável de analisá-lo pelo primeiro jogo. Chegou no fim de semana, só treinou e já foi jogar. Vai ganhar uns créditos. Wellinton entrou no segundo tempo e perdeu um gol muito feito. Mas também vou deixar mais um tempo para avaliar.

O que me irritou mesmo nesse jogo foi essa questão dos cruzamentos e meio-campo desaparecido. Poxa, no segundo tempo, quando entrou o Moreno, tínhamos dois centroavantes e nada de bola levantada na área. E o meio-campo sumido, fazia com que os atacantes tivessem que voltar para buscar a bola.

No fim, o jogo terminou Grêmio 1x2 Huachipato-CHI. Agora é buscar esses pontos que escaparam nos jogos fora de casa. Fazer o quê??

Parece que domingo, no Gauchão, jogarão os titulares. Está certo. Tem que botar entrosamento nesse time. Chega de folga.

Chuva:

No início do jogo despencou um temporal. E coisa boa estar num estádio totalmente coberto, sem tomar nada de chuva. Claro, uns três lances de cadeiras mais próximos do gramado acabaram molhados. O povo fazendo avalanche ao contrário para escapar da chuva. Mas no mais, perfeito. E para ir embora, escadas diretamente no estacionamento. Amei, sem desculpa de previsão do tempo para não ir ao jogo.

Geral:

A Geral estava interditada. Duas bandeiras gigantes foram colocadas no local. Mas ficou feio. Um estádio lindo assim e aquele baita espaço inutilizado.

Iluminação:

Em determinado momento do intervalo, metade dos refletores se apagou. E o mais impressionante era que a iluminação do campo continuava propicia para o jogo. Acho até que estava melhor que no Olímpico. É muito impressionante.

Sem parte da iluminação no intervalo

Fim de jogo:

O jogo acaba e todo mundo vai saindo. A saída é muito rápida. Não lembra em nada aquele monte de gente se espremendo do Olímpico. Em pouco tempo, tu já está do lado de fora.

Surpresa no fim do jogo:

Estava chovendo na saída e descobrimos que escadas internas davam acesso ao estacionamento. Descendo, fomos parar em um grande corredor. Ando um pouquinho e, quando olho para a esquerda, estávamos na zona mista (local para imprensa entrevistar os jogadores que se encaminham ao vestiário). Deu, né? *------------* Eis que avisto o Barcos: “Paaaai, olha o Barcos!!!!”. Juro, só não saí correndo, porque estávamos de carona. Adoro a Arena!!

Saída do estádio:

Saímos às 22h02 do estacionamento. Às 22h32 estávamos na BR, em frente à Arena. Demoradinho. Com chuva ainda e o povo sem saber muito para onde ir, fica complicado. A espera pelas obras na estrutura viária do entorno é grande.

Na inauguração, fizemos uma aventura na busca por táxis. Ontem, parece que 300 foram disponibilizados. Mas a fila de espera era enorme.

Considerações finais:

Enfim, era isso. Uma análise meio longa. E sem a parte da alimentação, que virá em breve. Apesar de tudo, já começo a me sentir em casa na Arena. E como eu sempre tenho falado, até já virou meu clichê: “Não é o Olímpico, mas também é Monumental!”.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Mudanças previstas

Como deu para perceber, o blog está passando por manutenção. A intenção é adicionar mais um segmento às postagens: gastronomia/comida. Não que eu saiba cozinhar, bem longe disso. Mas é um assunto que eu curto também. 

EM BREVE :)

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Avalanche de problemas...

Libertadores de 2007. Essa, pra mim, foi a competição mais impressionante que eu presenciei. Sempre falei isso. O envolvimento da torcida, os jogos pegados, a reversão de resultados e... o show que a Geral proporcionou. Sim, foi um show. A torcida toda fez bonito, mas a Geral, em todos os jogos, basta procurar vídeos no Youtube, foi espetacular. 

Nessa época, me sentia orgulhosa por torcer por um time com uma torcida assim, mesmo que nunca tenha concordado com o tal apoio incondicional, durante os 90 minutos. Mas, né? Naquele ano vinha funcionando, Grêmio revertendo resultados e avançando na Libertadores. Até que chegou a final e eu não preciso lembrar aqui o que aconteceu, porque todo mundo sabe. Não vou culpar a torcida, óbvio que não. Era evidente que não tínhamos time para bater o Boca, principalmente com um resultado de 3x0 contra. 

A Geral revolucionou a forma de torcer? Sim. A Geral se tornou a marca do Grêmio? Sim. A Geral levou o Grêmio a ser destaque? Sim. Até aí tudo bem. Mas no momento em que uma torcida começa a se colocar acima do clube; a se achar maior que o time; e mais importante que os demais torcedores.. Peraí, tem algo errado. 


Os títulos que não vieram e o apoio incondicional 


Desde que comecei a ir ao estádio, sempre me senti mais parte da turma do amendoim, dos corneteiros da Social. Como eu disse, nunca concordei com o apoio incondicional. Jogador ganha muito (muuuito) bem para não poder ser vaiado. E é a gente que paga. Em outro texto, eu comentei esse negócio de chefe e subordinados. Eu pago, eu tenho o direito de cobrar se não estou gostando.

Uma vez ou outra senti vontade de ir na Geral. Só para ver como era. Mas tinha receio. Primeiro, porque ouvia relatos de que quem não cantava o jogo todo, era xingado; segundo, porque sempre fui desastrada e se tivesse que descer na avalanche, eu cairia; terceiro, porque quando vou ao estádio quero ir para ver o jogo e, por vídeos, já sei que naquele setor é bem difícil acompanhar. Fatores como esse me fizeram nunca frequentar aquela parte do estádio.


Geral no Grenal da última rodada do Brasileirão 2012

Nos últimos anos, o Grêmio não ganhou nada além de Gauchão e vagas. Sou realista. Claro que não é culpa de um setor do estádio, e sim dos times que são montados. Mas, de uns tempos pra cá, a Geral tem aparecido mais em relatos de confusão. Brigas que sempre têm o nome da torcida no meio.

Torcidas do Grêmio brigando entre si. Como assim?


Dizem que há outras torcidas organizadas no meio das confusões e que a Geral não é uma organizada. Mas Geral, na verdade, é o nome do setor onde essa torcida se localiza e onde as brigas ocorrem. Portanto, são, sim, brigas na geral do Grêmio. Falam também que integrantes dessa torcida recebem incentivos e ingressos da direção para frequentar jogos. Não sei se é verdade, não posso afirmar, nem ser injusta. Mas, se for verdade, então é sim uma organizada. E um desrespeito com os outros torcedores que pagam (e caro) para ir ao estádio.

Pois bem, nos últimos anos, quantas confusões presenciamos. No jogo do Grêmio na semana passada, pelo Gauchão, contra o Canoas, aproximadamente 4 ou 5 mil pessoas no estádio. Cerca de 80 pessoas brigando no entorno do estádio, umas 30 acabaram presas. Integrantes da Geral envolvidos. O Grêmio foi deixado de lado por essas pessoas; é secundário. Quem é que em plena quinta-feira, com chuva, vai a um estádio para brigar? Não tem explicação. E o Grêmio ainda perdeu.

Aaah. A Geral que levava o Grêmio a ser destaque pelo modo de torcer, também ficou em evidência na inauguração da Arena. Fez bonito? Não, brigas que interromperam o jogo, apavoraram aos jogadores do Hamburgo e viraram manchete no noticiário internacional. Bacana pro clube, né? Um estádio de primeiro mundo e pessoas que não sabem se portar. 


Geral na inauguração da Arena (e um telão temporariamente falhado)

Isso que aquele espaço foi exclusivamente projetado para eles. Sem cadeiras, que permitiram a avalanche. Aí eu ouço que foi briga entre torcidas organizadas. Por favor, né? SÃO TORCIDAS QUE DEVERIAM TORCER PELO GRÊMIO. Não disputar espaço dentro do estádio. Me desculpa, mas não tem que ter torcida dominante, nem dona do setor. Pelo que eu sei, todo mundo torce pela mesma coisa. Se não for assim, então não deveriam estar lá dentro.

A gota d’água


Ontem à noite, contra a LDU, foi a gota d’água. Na comemoração do gol do Elano, com a avalanche, a grade cedeu e dezenas de pessoas despencaram no fosso. Isso não é culpa da torcida. É da estrutura. Mas está claro que o estádio não pode mais receber essa comemoração. A cena das pessoas caindo ontem foi horrível. Está todo mundo traumatizado devido à tragédia de Santa Maria. Então, se é possível evitar que outra calamidade ocorra, porque deixar para "ver no que vai dar"???

Eu já vinha a tempo querendo me manifestar sobre a Geral. Mas é complicado, nem todos os torcedores são sensatos ao ponto de entender a opinião alheia. Os sinais estão aparecendo, só não enxerga quem não quer. É hora de prevenir para não remediar depois.

Perguntem para os tiozinhos do amendoim, para os ‘véios’ corneteiros da Social quantos títulos do Grêmio eles acompanharam nas últimas décadas! Agora, perguntem aos torcedores pós-Batalha dos Aflitos quantas taças eles viram o Grêmio levantar... Só uma comparação. Não que a Geral seja a culpada pela falta de títulos, longe disso. Mas eu acho que vaiar às vezes é preciso.

Esse texto é uma mistura de opinião, desabafo e alerta. Ir ao estádio é algo que faz muito bem e torcer pelo Grêmio também. Sei que na Geral tem muita gente bacana, que não é conivente com essas atitudes. Generalizar também não é legal, mas quando a coisa sai do controle e não se consegue separar infratores de gente do bem, tem que proibir para todos. Foi assim com a questão de beber um pouco e dirigir.

Temos toda uma Libertadores pela frente. Temos um time com vontade de ganhar. Temos um estádio novinho que ainda não tem aqueeela ‘cara de casa’. Só precisamos da torcida envolvida com isso e tornando, a cada jogo, a Arena a cara do Grêmio. Esses fatores somados vão nos levar ao tri da América. Que não esqueçamos que acima de tudo, lá dentro da Arena, buscamos todos o mesmo objetivo. Lá dentro, somos todos iguais. Lá dentro, somos todos gremistas.

sábado, 1 de dezembro de 2012

“Até a Pé Eu Iria – Memórias do Olímpico” – (12) Considerações Finais

Último capítulo; última partida. Mas nem só para jogos o Olímpico foi visitado. Acompanhar treinos, principalmente antes de Grenal; visitar o Memorial (que vale muito a pena e na Arena provavelmente vai estar mais bonito ainda); aproveitar para dar uma olhadinha na GrêmioMania; resolver problemas nos Quadro Social... Várias opções.


Entrevista coletiva do Paulo Autuori
Por ironia do destino, a primeira vez que pisei na pista atlética do Olímpico não pude emitir qualquer reação. Graças ao meu profissionalismo (no primeiro ano da faculdade de Jornalismo). Foi em 2009. Um dia frio, pensa no frio. Estava fazendo um curso de extensão de Jornalismo Esportivo, com ênfase na Dupla Grenal, e nosso tema para as férias era escrever um perfil sobre algum personagem relacionado a um dos times.
 
Escolhi Francisco Cersósimo, na época preparador de goleiros. (A história e o perfil tu pode conferir na íntegra aqui). Uma sexta-feira fria, cheguei no Olímpico e fui direto encontrar o assessor de imprensa do Grêmio, Vítor Rodriguez. Um segurança me acompanhou e eu passei pelos vestiários, subindo pelo túnel que dá acesso ao campo. Imagina a faceirice. Cheguei na pista atlética e na casamata do Grêmio estava o assessor. Cumprimentei e ele me pediu para esperar o treino acabar. Pensa..: a poucos metros de mim os jogadores treinando e eu quietinha no banco da imprensa. Hercúleo, mas me contive. Após acompanhar a coletiva do, então técnico, Paulo Autuori e do Jonas, junto com toda a imprensa do Rio Grande do Sul, eis que surge o Cersósimo. Muito simpático, me concedeu a entrevista. Foi bacana.
 
Em 2012, enfim pisei no gramado. Desta vez, como torcedora. Foi em março, quando meu pai completou 50 anos de idade e solicitei como presente de aniversário para ele, entrar em campo. Até guardei um pedacinho da grama. E, nesse dia, conversamos com um funcionário do Grêmio sobre a questão da Arena e da demolição do Olímpico. Segundo o tiozinho, só quem trabalha lá sabe como está a estrutura do estádio e como realmente não teria como reformar.


Outra das minhas fotos preferidas de dentro do gramado

 
Fim da Era Olímpico

Chegamos ao fim da série. Muita coisa não foi mencionada, mas acho que, com o que foi escrito, deu para se ter uma ideia do que representa a ida ao estádio de futebol, principalmente para quem ama o esporte. Amanhã ocorre o último jogo do Olímpico. E graças à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) que está de parabéns pela alteração na fórmula, colocando os clássicos para a última rodada o Monumental receberá um Grenal em sua última vez. Uma partida à altura de sua grandeza.
 
Resolvi terminar esses posts antes da última partida. Se tudo correr bem, a intenção é estar presente amanhã no Olímpico, para a despedida. Coincidentemente, meu 60º jogo. E último. Outro objetivo é fazer uma postagem apenas com a descrição dessa última partida (se possível, uma vitória). Veremos o que irá ocorrer.
 
Aaah, os ingressos para a inauguração da Arena, dia 8, já estão na mão. Não cheguei a visitá-la enquanto em obras. Apenas no começo do ano estive do lado de fora. Acho que o susto e a emoção serão enormes. Não tenho a mínima noção de como é, apenas por relatos e fotos tenho uma ideia. Dá muito orgulho passar pela Free Way e ver nosso novo estádio tão lindo. Lá dentro, com certeza, será muito melhor.

Mais uma foto lindona
Mas estou apreensiva para este 02 de dezembro. Como será entrar no Olímpico e saber que é a última vez. Escrevendo esse texto agora (18/11/12), já dá um aperto no peito em pensar, imagina no dia. (Ainda mais enquanto ouço, neste exato momento, o tango Por Una Cabeza, de Carlos Gardel. Não foi intencional, mas deixou a escrita desse post muito mais dramática).
 
Pois bem. Chegou a hora da despedida do Olímpico, do Monumental, do Velho Casarão, do Caldeirão da Azenha, da nossa segunda casa... Do palco de vitórias, títulos e craques. Da estrutura que proporcionou tantas alegrias, algumas tristezas, mas muita emoção. Como canta a Geral:
 
"Hoje Grêmio eu vim te ver
E não importa mais nada
Tricolor vamos vencer
E levantar esta taça
Todo domingo no Monumental
Estádio cheio de glórias..."
 
O que resta agora são as lembranças e torcer para que o espírito do velho Olímpico se faça presente na Arena. E a nova casa represente uma nova era de alegrias e taças.
 
 

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

“Até a Pé Eu Iria – Memórias do Olímpico” – (11) Jogos Memoráveis

Todo jogo é especial, é memorável de algum jeito. Claro que tem aqueles com algo a mais. No meu caso, em 59 idas ao Olímpico, posso dizer que sete delas são muito marcantes. Umas pelas circunstâncias; outras pelos protagonistas; algumas pelo histórico.
 
O primeiro jogo, claro, é inesquecível. Já contei no primeiro capítulo, mas foi aquele 4x0 sobre o Corinthians, em 2002. Dez anos atrás. Uma situação diferente, de ir a um lugar e de cara se identificar com o ambiente. Se sentir parte daquilo. Ali tudo começou...
 
Já em 2006, como também já especifiquei, meu primeiro Grenal. Um jogo de adrenalina, que para mim representava uma vitória só ter ido, já que era considerada uma partida de alta periculosidade (foi difícil ganhar permissão para ir). Mesmo tendo perdido, valeu a pena.
 
Alguns dias mais tarde, jogo no meu aniversário. Era ganhar e estar classificado para a Libertadores 2007 (a mais emocionante de todas). Grêmio 3x0 Flamengo. Depois da Batalha dos Aflitos, mais um presentão do Tricolor em 26 de novembro.


2006: Geral e a faixa com o dia do meu aniversário *-* hahaha
Em seguida, 2007, meu primeiro jogo de Libertadores. O Grêmio precisava ganhar para avançar às oitavas. Mano Menezes tira o Everton do banco e o guri faz o gol. Vixi.
 
Então chegou 2009. 19 de julho de 2009. Um dia antes, 18, o clássico Grenal completava 100 anos e, por coincidência ou destino, um Grenal estava marcado. Foi bacana estar presente no jogo do Centenário do clássico. E ainda mais ter vencido o jogo. Grêmio 2x1 Inter, com gols de Souza e Maxi Lopez.

Grenal dos 100 anos
Em 2010, meu primeiro título no Olímpico e único. Final do Gauchão, em Grenal também. O Grêmio perdeu, mas é aquele negócio de jogar com o regulamento. O primeiro jogo tinha sido 2x0 a nosso favor e a taça ficou no Monumental. Acabar o jogo e tu acompanhar a volta olímpica e a entrega da taça é indescritível. Na saída ainda comprei uma faixinha de tecido tnt “Campeão Gaúcho 2010”.

Final do Gauchão: o título que eu vi no Olímpico
Por fim, como também já citado, Grêmio 4x2 Flamengo, em 2011. Pela circunstância, a energia da torcida, a virada, os gols... Show de Bola.
 
Com certeza o Grenal de domingo estará na lista de jogos memoráveis. Independente de resultado será a última vez no Olímpico. E, não tenho dúvidas, terei uma baita história para contar. Como deu para perceber, apenas uma das partidas inesquecíveis terminou com taça. Isso é algo que eu espero da Arena: que eu possa ver muito mais jogos históricos, mas recheados com faixas e troféus.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

“Até a Pé Eu Iria – Memórias do Olímpico” – (10) Jogadores e ídolos

Jogadores. Parte importante de um estádio. O Grêmio realizou há pouco uma votação para eleger a Seleção do Olímpico. Confesso que não vi a maioria jogar. Mas, nesses anos de Monumental, presenciei vários jogadores entrarem no gramado. Alguns até melhor se não tivesse visto.

Meu primeiro ídolo, como já disse, foi o Rodrigo Fabri. #VIXI! Mas isso porque ele era o destaque quando fui a primeira vez no Olímpico e naquele jogo marcou três gols. Depois dele, foi a vez da idolatria ao Galatto. Sim, herói da Batalha dos Aflitos. Vi dois jogos dele. Em seguida veio o Herrera, que eu tenho certeza que no jogo contra o Corinthians, em 2006, comecei o grito chamando por ele (que estava na reserva), que tomou conta do estádio. Eu acho que foi. Ele sempre entrava no segundo tempo e fazia gol.

Já fui querendo ver Saja, Réver, Escudero, Victor, Douglas... Mas, por ironia do destino, meu ídolo de verdade, o Diego Souza, eu vi apenas duas vezes. E uma vez no time adversário, em Grêmio 1x1 Vasco, em 2011. Não tive o privilegio de ver um gol dele no Olímpico, ao vivo.


Foto tremida, mas é ele ali (até fiz uma seta para identificar hahaha)

Além disso, vale citar os jogadores de nome que pude ver in loco. Ronaldo, o fenômeno. Um jogo emblemático. Grêmio 3x0 Corinthians, em 2009. Tinha acabado de rolar aquele caso com o travesti, que faleceu. Ronaldo em campo. A torcida fez faixa em “homenagem” e uníssona cantou na hora do minuto de silêncio “Ronaldo viúúúvo”. Tenso. Fora isso, brinco que fui ao estádio e não vi Ronaldo, pois não tocou na bola. Ainda bem.

Outro jogador de renome que vi ao vivo foi Ronaldinho Gaúcho. Sim, esperei muito vê-lo com a camisa do Grêmio, admito. Fiquei muito chateada com o final triste da novela. Mas, enfim. Grêmio 4x2 Flamengo. Um dos meus jogos memoráveis. A MAIOR vaia que já ouvi no Olímpico no anúncio da escalação no telão. Notinhas falsas de dinheiro com a cara dele. Foi muito louco e o Grêmio perdendo. Que virada. Foi de lavar a alma. E mais uma vez, um baita jogador em campo, mas não vi tocar na bola. Obs: também vi R. Gaúcho em Grêmio 0x1 Atlético MG. Claro, as vaias pegaram novamente. Mas nada comparado ao choque do primeiro encontro.

Em 2012, Grêmio x Santos, Neymar em campo. Pode ser considerado como de renome, pois até com Cristo foi comparado. Tirando polêmicas de lado, outra cena emblemática do Olímpico: Neymar e Pará se envolveram em confusão e o camisa 11 dos Santos foi expulso. A cena do jogo foi a saída dele de campo. Pequenininho (parecia menor do que é), saindo calado e 45 mil gritando “pipoqueiro, pipoqueiro”. Neymar ficou menor ainda perante o Monumental em chamas. Mas, não posso deixar de falar do início do jogo. Quando ele entrou para aquecer, todas aquelas criancinhas que ficam no meio do gramado (ou ao menos deveriam ficar) esperando os jogadores entrar, saíram correndo para abraçá-lo, tirar foto e pegar autógrafo. E ele, super atencioso, pacientemente atendeu a todos.

Claro que tiveram inúmeros outros jogadores, com até menos nome, mas que dava vontade ou medo de ir pro estádio ver jogar. Sinto por não ter tido a sorte de ver os grandes jogadores, com títulos e história, como os da Seleção do Olímpico. A torcida fica para que a imponência da Arena reflita no desempenho dos atletas do Grêmio que pisarem no gramado dela. Sejam eles de nomes conhecidos ou apenas de vontade aparente.

Agora sim: imagem boa do Diego Souza no Olímpico, com a camisa Tricolor (e não sei de quem é a foto)

* Um adendo

É um capitulo de ídolos e jogadores, mas cabe lembrar da Deborah Secco no estádio. Foi em 2008, quando o Roger jogou no Grêmio. Seguidamente ela assistia às partidas na Tribuna de Honra. Ganhou camiseta tricolor com o nome dele e até desfilou no lançamento dos uniformes da temporada. Num dos primeiros jogos dela no Olímpico, eu estava nas cadeiras e vi a muvuca de torcedores e repórteres embaixo da tribuna. Também muito atenciosa abanou e posou para as fotos de todos.
 
Galera enlouquecida com a Deborah e ela super atenciosa (também, ganhou camiseta e Tribuna de Honra)