Eu prometi e acabei não postando nada sobre a inauguração da Arena. Pessoas mais próximas e amigos do Facebook ouviram/leram os relatos de uma pessoa extremamente impressionada e encantada com a festa de abertura. Mas também comentei sobre os graves problemas de estrutura do estádio e de falta de organização.
Ontem, retornei à Arena para meu primeiro jogo oficial. Grêmio x Huachipato-CHI, pela fase de grupos da Libertadores. Primeiro jogo. Contarei os aspectos em tópicos para não ficar tão cansativo.
Viagem:
Saímos de Montenegro às 17h50, o jogo iniciava às 19h45. Trânsito tranquilo, ao chegar em Canoas, opção pelo Av. Guilherme Schell. Tudo nos conformes, alguns poucos pontos de congestionamento e bastante movimento devido aos ônibus e ao horário de saída do trabalho do povo. Mas tudo ok. Chegamos às 18h55 ao entorno no estádio.
Chegada:
Nas proximidades da Arena, muito movimento de pessoas a pé. Os estacionamentos são realmente longe do estádio (imagina como chegou o povo, ontem, com a chuvarada). E aqui a primeira percepção da falta de organização.
Em busca do Estacionamento 1, perguntamos a um ‘orientador’ como chegar e a explicação foi daquelas que não fazem diferença. Resultado: vagando pelas ruelas do Humaitá, entrando na rua errada, mais informações desencontradas de guardinhas. Difícil. Mas enfim achamos a entrada certa.
Estacionamento 1, portão 5 ou 6. Portão 6 estava cadeado e ninguém para dar orientação. Segue até o 5. Ok, carro estacionado. E agora? Como sai do estacionamento para chegar na fila?? Vai até o fim que tu encontra o portão.. Certo.
Entrada:
Onde é a rampa Oeste? É aqui. Olha para ela: uma fila reta e uma em formato de ‘S’. As duas dando acesso ao brete. Então, uma fila que começava com umas 6 ou 7 pessoas, tinha que afunilar para passar dois de cada vez. Povo furando a fila. Sai do brete, passa pela revista do policiais, e aí sim, sobe a rampa.
Aqui um aspecto positivo. O acesso com as rampas é infinitamente mais facilitado que no Olímpico. É bacana mesmo. Sem aglomeração, cada um para seu setor, tudo na paz. Carteirinha na catraca, apresenta o voucher e entra. Sobe escadinhas, que agora tem mármore *-* (na inauguração ainda eram só de concreto).
Lá dentro:
Aquela mesma emoção ao chegar no topo da escada: ver a Arena por dentro é inexplicável. Dessa vez não chorei, mas é lindo. A procura pelos lugares é superfácil, placas indicam muito bem os assentos. As cadeiras estavam limpas dessa vez, sem pó de cimento. Os banheiros com água, papel e sabonete. E limpos. E espaçosos. E muitos. (Mas isso não dá pra falar, pelo menos os banheiros das cadeiras do Olímpico são muito bons).
Lanche e bares:
Bom, o blog mudou um pouco o conceito, então a análise da comida ficará para outro post.
Telões:
Os telões da Arena são dois dos meus encantos. Sério, não tem como não se impressionar.
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| Momento dos hinos |
Hino do Rio Grande do Sul:
Os dois times perfilados no tradicional protocolo da CONMEBOL. Na hora do hino do estado, os jogadores já saíram cumprimentando arbitragem e chilenos. Achei falta de respeito. Acho que a CONMEBOL só permite hinos nacionais e que o gaúcho foi ideia do Grêmio, mas mesmo assim. Deveriam ter respeitado.
3G:
Aaaah, uma reclamação importante. Sonho com o dia em que teremos internet na Arena. No dia da inauguração me bateu o pavor, porque o estádio era novo, não conhecia nada e os celulares não funcionavam. Tipo, não era só a internet. Ligações também não completavam. Ontem, acho que até dava para ligar, mas o 3G realmente não funcionou. Esse problema já ocorre no Olímpico, mas não tão grave quanto na Arena.
Aí vão me perguntar: tu vai pra ver o jogo ou pra entrar na internet?? Pra ver o jogo, claro. Mas acessar a internet teria me permitido verificar a escalação antes e saber quem estava no banco de reservas. E não vou negar que queria ter postado fotos no Instagram e no Facebook.
O mais engraçado é que no segundo tempo tentei o 3G mais uma vez e, ao ligar, recebi uma mensagem no WhatsApp. Pensa a faceirice. Digitei no Twitter: “Acheeei 3G na Arena!”. Quem disse que foi enviado... É, foi um suspiro só para dar esperança...
Time:
Adriano x Fernando:
Ok, comentei dos aspectos da Arena, está na hora do Grêmio. Falando em banco de reservas, a escalação foi estranha. Isso não se faz. Mexer em um time com uma estrutura já definida para acrescentar reforços. Como disseram: se ainda fosse uma posição carente. Mas não, nosso meio-campo está fechadinho. E estou me referindo à entrada do Adriano no lugar do Fernando. Não morro de amores pelo Fernando, mas não deveria ter ficado no banco. Que o Luxa colocasse o Adriano depois, então..
El Pirata Barcos:
Eu fui pro estádio para ver a estreia do Barcos. Sim, como a maioria da torcida, tenho um encantamento por estrangeiros. E não me arrependi. Tem força, tem raça, tem vontade. Fez gol na estreia (e daí que foi de pênalti??). E só não mostrou mais porque eu acho que o resto do time esqueceu que ele é centroavante.. Bolas cruzadas na área? Pouquíssimas.. Nosso camisa 28 frequentemente aparecia no meio do campo buscando a bola pra levar pro ataque. Te dizer..
No geral:
De modo geral, senti falta do Werley. Nunca gostei do Saimon e depois daquela arrancada em que o centroavante gigante do Huachipato saiu atrás do Saimon e chegou antes na bola, passei a gostar ainda menos. Nosso time precisa de mais um zagueiro.
Não gostei da estreia do André Santos, mas não serei irresponsável de analisá-lo pelo primeiro jogo. Chegou no fim de semana, só treinou e já foi jogar. Vai ganhar uns créditos. Wellinton entrou no segundo tempo e perdeu um gol muito feito. Mas também vou deixar mais um tempo para avaliar.
O que me irritou mesmo nesse jogo foi essa questão dos cruzamentos e meio-campo desaparecido. Poxa, no segundo tempo, quando entrou o Moreno, tínhamos dois centroavantes e nada de bola levantada na área. E o meio-campo sumido, fazia com que os atacantes tivessem que voltar para buscar a bola.
No fim, o jogo terminou Grêmio 1x2 Huachipato-CHI. Agora é buscar esses pontos que escaparam nos jogos fora de casa. Fazer o quê??
Parece que domingo, no Gauchão, jogarão os titulares. Está certo. Tem que botar entrosamento nesse time. Chega de folga.
Chuva:
No início do jogo despencou um temporal. E coisa boa estar num estádio totalmente coberto, sem tomar nada de chuva. Claro, uns três lances de cadeiras mais próximos do gramado acabaram molhados. O povo fazendo avalanche ao contrário para escapar da chuva. Mas no mais, perfeito. E para ir embora, escadas diretamente no estacionamento. Amei, sem desculpa de previsão do tempo para não ir ao jogo.
Geral:
A Geral estava interditada. Duas bandeiras gigantes foram colocadas no local. Mas ficou feio. Um estádio lindo assim e aquele baita espaço inutilizado.
Iluminação:
Em determinado momento do intervalo, metade dos refletores se apagou. E o mais impressionante era que a iluminação do campo continuava propicia para o jogo. Acho até que estava melhor que no Olímpico. É muito impressionante.
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| Sem parte da iluminação no intervalo |
Fim de jogo:
O jogo acaba e todo mundo vai saindo. A saída é muito rápida. Não lembra em nada aquele monte de gente se espremendo do Olímpico. Em pouco tempo, tu já está do lado de fora.
Surpresa no fim do jogo:
Estava chovendo na saída e descobrimos que escadas internas davam acesso ao estacionamento. Descendo, fomos parar em um grande corredor. Ando um pouquinho e, quando olho para a esquerda, estávamos na zona mista (local para imprensa entrevistar os jogadores que se encaminham ao vestiário). Deu, né? *------------* Eis que avisto o Barcos: “Paaaai, olha o Barcos!!!!”. Juro, só não saí correndo, porque estávamos de carona. Adoro a Arena!!
Saída do estádio:
Saímos às 22h02 do estacionamento. Às 22h32 estávamos na BR, em frente à Arena. Demoradinho. Com chuva ainda e o povo sem saber muito para onde ir, fica complicado. A espera pelas obras na estrutura viária do entorno é grande.
Na inauguração, fizemos uma aventura na busca por táxis. Ontem, parece que 300 foram disponibilizados. Mas a fila de espera era enorme.
Considerações finais:
Enfim, era isso. Uma análise meio longa. E sem a parte da alimentação, que virá em breve. Apesar de tudo, já começo a me sentir em casa na Arena. E como eu sempre tenho falado, até já virou meu clichê: “Não é o Olímpico, mas também é Monumental!”.