É sempre assim: fico um tempão sem escrever aqui e do nada (que nem miojo, instantâneo / só para citar a ACOM hahaha) me vem a inspiração, acabo fazendo esses posts gigantes. Estava relendo alguns textos e deu vontade de postar alguma coisa. Esperei o jogo Grêmio 2x2 Palmeiras, para ver se vinha alguma coisa. Não rendeu. Então, hoje de manhã pensei: poxa, ter ido ao Museu do Futebol e não ter postado nada, no blog sobre futebol, é um crime.
Não tenho como descrever toda a trajetória dentro do Museu. Nem quero estragar a surpresa, porque acho que todo mundo que tiver a oportunidade deve conhecer. Só sei que eu amei
Vamos lá, então.
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| Chegada ao Museu |
Final de outubro, ida a São Paulo programada. A princípio, conhecer o Museu do Futebol não estava na programação da viagem. Mas, uma alteração nos planos fez com que sobrasse tempo para visitar a exposição. Fiquei pouco feliz, né. 
O Museu do Futebol fica instalado no Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, o Estádio do Pacaembu, localizado em frente à Praça Charles Miller (momento cultura futebolística: a praça tem esse nome em homenagem ao inglês Charles Miller, responsável por trazer o futebol para o Brasil, em 1894).
A chegada ao Pacaembu já é fascinante. A fachada do estádio é impressionante. Linda. E fiquei imaginando como deve ser o movimento na praça em frente em dias de jogo. Outra coisa que me chamou a atenção: o preço do ingresso para entrar no Museu. São R$ 6 para público em geral e R$ 3 para estudantes e idosos. Criança menor de sete anos não paga. O futebol é um esporte da galera, grande parte dos torcedores é de origem humilde, não faria sentido mesmo colocar os ingressos com valor alto. Dessa forma, todos têm a chance de conhecer. Gol do Museu.
Logo na entrada, o visitante já é alertado: é proibido fotografar e filmar lá dentro. Decepção. Sim, tem alguns ambientes em que realmente não teria como tirar fotos, mas poderia haver alguns orientadores em cada espaço que autorizassem ou não fotografar. Gol contra do Museu. Nessa entrada, há um hall com diversos objetos representando os torcedores. Chaveiros, flâmulas e afins nas paredes. Sim, tinha o mosqueteiro e o símbolo do Grêmio. Hahaha O primeiro ambiente em que se entra é um local escuro, com painéis suspensos em que imagens de grandes jogadores vão se alternando. Qual o primeiro com que eu dou de cara? Ronaldinho Gaúcho. Achei que era provocação, mas admito, merece estar lá.
Depois tem a Sala dos Gols. Um lugar repleto de cabines com telas. Em parte delas, o visitante pode escutar narrações de gols históricas de radialistas. Nas outras, é possível escolher jogadas de gols importantes, narradas por personalidades de cada time. A minha primeira escolha? O gol de Baltazar, na final do Brasileirão de 1981, contra o São Paulo, narrado pelo jornalista Sergio Xavier. Show de bola, com o perdão do trocadilho. 
Após os gols, vem o ápice da torcida. Ao subir por uma escada rolante, embaixo das arquibancadas do Pacaembu, o visitante do Museu vê projetados na estrutura de sustentação, gritos e comemorações das torcidas brasileiras. Coincidência ou não, qual é a torcida que estava sendo mostrada quando eu chego ao final da escada? A gremista. Claro, intercalada com a do Inter, mas isso não vem ao caso. Pensa na emoção.
Em seguida, surgem dois ambientes: um que mostra em fotos a história do futebol interposta com fotografias do cotidiano de cada época; o outro que apresenta personagens brasileiros que ajudaram na construção da identidade cultural do país. E claro que o futebol contribui para isso. O visitante entra então em uma sala escura, de frente para um telão onde está sendo reproduzido o fatídico Maracanazo. No Museu é tratado como o rito de passagem, no qual os visitantes ficam acompanhando as cenas enquanto escutam apenas a batida de um coração apertado, relembrando a derrota para o Uruguai na Copa de 1950.
Depois disso, vem outro ambiente muito legal. São espécies de torres, com imagens de todas as Copas, mas contextualizando com cenas de fatos importantes que aconteciam naquele ano, nos âmbitos musicais, televisivos, políticos, e outros. Além, é claro, de apresentar os campeões da Copa daquele ano.
Após relembrar e conhecer os campeonatos mundiais, o visitante passa por um ambiente de homenagem a Pelé e Garrincha e chega à parte que eu mais curti no Museu: as curiosidades. São diversas placas gigantes que mostram desde as maiores goleadas até curiosidades sobre apelidos de jogadores. Tem também explicação de dribles, esquemas táticos, além de falar sobe o futebol feminino e o futsal. Essa sala eu achei que poderia ser fotografada. Aqui também há uma porta que dá acesso a um espaço nas arquibancadas do Pacaembu, de onde se pode enxergar o gramado e, aqui sim, tirar fotos.
Andando mais um pouco, o visitante encontra diversas cabines em formato de bola, com telões reproduzindo gol, dribles e defesas, com foco nos movimentos do futebol. Depois disso, vem outra sala muito bacana. Nesse espaço, tem campos projetados no chão nos quais o visitante pode jogar bola só com o toque da sombra (não entendo muito bem como funciona esse mecanismo, mas deve ser algo assim
). Aqui também tem uma enciclopédia gigante com informações dos times. Abro parênteses. Na ficha do Grêmio, Ronaldinho Gaúcho é apontado como ídolo. Museu, favor rever conceitos, obrigada. Fecha parênteses. Logo em seguida, tem uma espécie de gaiola, com um goleiro projetado ao fundo, em que o visitante pode bater pênalti, chutando a bola na parede, e saber a velocidade do chute. Capaz que eu não ia testar, né? Eu, uns tiozinhos e uns gurizinhos de no máximo 10 anos. Mas, e daí? Hahaha. Se não me engano meu chute foi de 43 km/h. Mas fiz o gol (goleiro ruim esse). Depois disso, ainda tem um espaço que homenageia o Pacaembu, especificamente.
O visitante desce por uma escada e chega a uma loja de artigos esportivos. Ali são vendidos camisas e suvenires (aportuguesando) do Museu. Meio carinhos, para variar, mas já que eu estava ali, não podia deixar de adquirir. Fiquei mais feliz com a sacola plástica da loja. Lindona. Hahaha. Dentro da loja ainda tem um barzinho inspirado no tema futebol (capaz???).
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| Fachada do Pacaembu (muito obrigada aos três seres que estragaram minha foto hahaha) |
Enfim, não tem como descrever tudo em um texto. Até porque, cada pessoa que visitar o Museu, terá um parecer diferente, vai curtir um lugar especifico. Mas, o que eu posso dizer, é que vale muito a pena. Poderia ficar horas lá dentro. E não é porque eu curto futebol. Tá, claro que é por isso, mas não só por isso. O Museu do Futebol é indicado até para quem não gosta do esporte, porque ele abrange diversos segmentos da história. Afinal, a história do futebol, se confunde com a história do planeta, e vice-versa. E isso não é papo de quem ama esse esporte, viu?