segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Aos 45 do segundo tempo...

Uma postagem rápida. Em anos anteriores fiz uma baita explicação coloridinha e até justifiquei o porquê da escolha da minha seleção do campeonato. Só que esse ano está tão corrido, que eu vou apenas colocar as minhas escolhas em cada posição.

Confesso que não tive muito tempo para analisar todas as posições, mas olhando assim por cima, acho que é isso. Tomara que eu acerte.

Minha seleção do Campeonato Brasileiro 2011:

Goleiro: (Dúvida. Eu votaria no Jefferson, mas como o Corinthians foi campeão, acho que o Julio César ganha.)
Julio César (Corinthians)

Lateral-direito:
Fagner (Vasco)

Zagueiro pela direita:
Dedé (Vasco)

Zagueiro pela esquerda:
Emerson (Coritiba)

Lateral-esquerdo:
Bruno Cortês (Botafogo)

Primeiro volante:
Romulo (Vasco)

Segundo volante:
Marcos Assunção (Palmeiras)

Meia pela direita:
Diego Souza (Vasco) 

Meia pela esquerda:
Ronaldinho Gaúcho (Flamengo)

Primeiro atacante:
Neymar (Santos)

Segundo atacante: (Dúvida entre Borges e Fred)
Borges (Santos)

Técnico:
Ricardo Gomes e Cristóvão Borges (Vasco)

Revelação:
Leandro Damião (Internacional)

Árbitro:
Paulo César Oliveira (SP)

Craque da Galera: (Votei no Neymar, mas como é o Craque da Galera, acho que os Corinthianos votam em mais peso)
Neymar (Santos)

* CRAQUE DO BRASILEIRÃO:
Neymar, tenho quase certeza

Confira a lista completa dos indicados por posição:

Goleiro:
Fernando Prass (Vasco)
Jefferson (Botafogo)
Julio César (Corinthians)

Lateral-direito:
Bruno (Figueirense)
Fagner (Vasco)
Mariano (Fluminense)

Zagueiro pela direita:
Antônio Carlos (Botafogo)
Dedé (Vasco)
Rhodolfo (São Paulo)

Zagueiro pela esquerda:
Emerson (Coritiba)
Leandro Castán (Corinthians)
Réver (Atlético-MG)

Lateral-esquerdo:
Bruno Cortês (Botafogo)
Juninho (Figueirense)
Kleber (Internacional)

Primeiro volante:
Arouca (Santos)
Ralf (Corinthians)
Romulo (Vasco)

Segundo volante:
Marcos Assunção (Palmeiras)
Paulinho (Corinthians)
Renato (Botafogo)

Meia pela direita:
Deco (Fluminense)
Diego Souza (Vasco)
Lucas (São Paulo)

Meia pela esquerda:
Montillo (Cruzeiro)
Ronaldinho Gaúcho (Flamengo)
Thiago Neves (Flamengo)

Primeiro atacante:
Julio César (Figueirense)
Leandro Damião (Internacional)
Neymar (Santos)

Segundo atacante:
Borges (Santos)
Fred (Fluminense)
Loco Abreu (Botafogo)

Técnico:
Jorginho (Figueirense)
Ricardo Gomes e Cristóvão Borges (Vasco)
Tite (Corinthians)

Revelação:
Bruno Cortês (Botafogo)
Leandro Damião (Internacional)
Wellington Nem (Figueirense)

Árbitro:
Leandro Vuaden (RS)
Paulo César Oliveira (SP)
Sandro Meira Ricci (DF)

Craque da Galera:
Dedé (Vasco)
Liedson (Corinthians)
Neymar (Santos)

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Visita ao Museu do Futebol

É sempre assim: fico um tempão sem escrever aqui e do nada (que nem miojo, instantâneo / só para citar a ACOM hahaha) me vem a inspiração, acabo fazendo esses posts gigantes. Estava relendo alguns textos e deu vontade de postar alguma coisa. Esperei o jogo Grêmio 2x2 Palmeiras, para ver se vinha alguma coisa. Não rendeu. Então, hoje de manhã pensei: poxa, ter ido ao Museu do Futebol e não ter postado nada, no blog sobre futebol, é um crime.

Não tenho como descrever toda a trajetória dentro do Museu. Nem quero estragar a surpresa, porque acho que todo mundo que tiver a oportunidade deve conhecer. Só sei que eu amei  Vamos lá, então.

Chegada ao Museu

Final de outubro, ida a São Paulo programada. A princípio, conhecer o Museu do Futebol não estava na programação da viagem. Mas, uma alteração nos planos fez com que sobrasse tempo para visitar a exposição. Fiquei pouco feliz, né.

O Museu do Futebol fica instalado no Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, o Estádio do Pacaembu, localizado em frente à Praça Charles Miller (momento cultura futebolística: a praça tem esse nome em homenagem ao inglês Charles Miller, responsável por trazer o futebol para o Brasil, em 1894).




A chegada ao Pacaembu já é fascinante. A fachada do estádio é impressionante. Linda. E fiquei imaginando como deve ser o movimento na praça em frente em dias de jogo. Outra coisa que me chamou a atenção: o preço do ingresso para entrar no Museu. São R$ 6 para público em geral e R$ 3 para estudantes e idosos. Criança menor de sete anos não paga. O futebol é um esporte da galera, grande parte dos torcedores é de origem humilde, não faria sentido mesmo colocar os ingressos com valor alto. Dessa forma, todos têm a chance de conhecer. Gol do Museu.

Logo na entrada, o visitante já é alertado: é proibido fotografar e filmar lá dentro. Decepção. Sim, tem alguns ambientes em que realmente não teria como tirar fotos, mas poderia haver alguns orientadores em cada espaço que autorizassem ou não fotografar. Gol contra do Museu. Nessa entrada, há um hall com diversos objetos representando os torcedores. Chaveiros, flâmulas e afins nas paredes. Sim, tinha o mosqueteiro e o símbolo do Grêmio. Hahaha O primeiro ambiente em que se entra é um local escuro, com painéis suspensos em que imagens de grandes jogadores vão se alternando. Qual o primeiro com que eu dou de cara? Ronaldinho Gaúcho. Achei que era provocação, mas admito, merece estar lá.

Depois tem a Sala dos Gols. Um lugar repleto de cabines com telas. Em parte delas, o visitante pode escutar narrações de gols históricas de radialistas. Nas outras, é possível escolher jogadas de gols importantes, narradas por personalidades de cada time. A minha primeira escolha? O gol de Baltazar, na final do Brasileirão de 1981, contra o São Paulo, narrado pelo jornalista Sergio Xavier. Show de bola, com o perdão do trocadilho.

Após os gols, vem o ápice da torcida. Ao subir por uma escada rolante, embaixo das arquibancadas do Pacaembu, o visitante do Museu vê projetados na estrutura de sustentação, gritos e comemorações das torcidas brasileiras. Coincidência ou não, qual é a torcida que estava sendo mostrada quando eu chego ao final da escada? A gremista. Claro, intercalada com a do Inter, mas isso não vem ao caso. Pensa na emoção.

Em seguida, surgem dois ambientes: um que mostra em fotos a história do futebol interposta com fotografias do cotidiano de cada época; o outro que apresenta personagens brasileiros que ajudaram na construção da identidade cultural do país. E claro que o futebol contribui para isso. O visitante entra então em uma sala escura, de frente para um telão onde está sendo reproduzido o fatídico Maracanazo. No Museu é tratado como o rito de passagem, no qual os visitantes ficam acompanhando as cenas enquanto escutam apenas a batida de um coração apertado, relembrando a derrota para o Uruguai na Copa de 1950.

Depois disso, vem outro ambiente muito legal. São espécies de torres, com imagens de todas as Copas, mas contextualizando com cenas de fatos importantes que aconteciam naquele ano, nos âmbitos musicais, televisivos, políticos, e outros. Além, é claro, de apresentar os campeões da Copa daquele ano.

Após relembrar e conhecer os campeonatos mundiais, o visitante passa por um ambiente de homenagem a Pelé e Garrincha e chega à parte que eu mais curti no Museu: as curiosidades. São diversas placas gigantes que mostram desde as maiores goleadas até curiosidades sobre apelidos de jogadores. Tem também explicação de dribles, esquemas táticos, além de falar sobe o futebol feminino e o futsal. Essa sala eu achei que poderia ser fotografada. Aqui também há uma porta que dá acesso a um espaço nas arquibancadas do Pacaembu, de onde se pode enxergar o gramado e, aqui sim, tirar fotos.

Andando mais um pouco, o visitante encontra diversas cabines em formato de bola, com telões reproduzindo gol, dribles e defesas, com foco nos movimentos do futebol. Depois disso, vem outra sala muito bacana. Nesse espaço, tem campos projetados no chão nos quais o visitante pode jogar bola só com o toque da sombra (não entendo muito bem como funciona esse mecanismo, mas deve ser algo assim ). Aqui também tem uma enciclopédia gigante com informações dos times. Abro parênteses. Na ficha do Grêmio, Ronaldinho Gaúcho é apontado como ídolo. Museu, favor rever conceitos, obrigada. Fecha parênteses. Logo em seguida, tem uma espécie de gaiola, com um goleiro projetado ao fundo, em que o visitante pode bater pênalti, chutando a bola na parede, e saber a velocidade do chute. Capaz que eu não ia testar, né? Eu, uns tiozinhos e uns gurizinhos de no máximo 10 anos. Mas, e daí? Hahaha. Se não me engano meu chute foi de 43 km/h. Mas fiz o gol (goleiro ruim esse). Depois disso, ainda tem um espaço que homenageia o Pacaembu, especificamente.

O visitante desce por uma escada e chega a uma loja de artigos esportivos. Ali são vendidos camisas e suvenires (aportuguesando) do Museu. Meio carinhos, para variar, mas já que eu estava ali, não podia deixar de adquirir. Fiquei mais feliz com a sacola plástica da loja. Lindona. Hahaha. Dentro da loja ainda tem um barzinho inspirado no tema futebol (capaz???).

 
Fachada do Pacaembu (muito obrigada aos três seres que estragaram minha foto hahaha)

Enfim, não tem como descrever tudo em um texto. Até porque, cada pessoa que visitar o Museu, terá um parecer diferente, vai curtir um lugar especifico. Mas, o que eu posso dizer, é que vale muito a pena. Poderia ficar horas lá dentro. E não é porque eu curto futebol. Tá, claro que é por isso, mas não por isso. O Museu do Futebol é indicado até para quem não gosta do esporte, porque ele abrange diversos segmentos da história. Afinal, a história do futebol, se confunde com a história do planeta, e vice-versa. E isso não é papo de quem ama esse esporte, viu?

domingo, 4 de setembro de 2011

Grêmio 4x0 Atlético PR

Mais de quatro meses sem atualizar o blog. Motivo principal: falta de tempo, mesmo. E quando tenho tempo, sobra preguiça. Embora, se tivesse postado aqui nos últimos meses, só teria escrito sobre minha indignação e os insucessos do Grêmio. Que meio de ano tenso, esse. Já mudamos de técnico duas vezes nesse meio tempo. Celso Roth está de volta. A situação estava tão triste, que eu até achei melhor a vinda dele. De repente, foi o menos pior.

Nesse período, também ganhamos o Grenal, semana passada. Perdemos para o Corinthians, mas jogando bem. E hoje, goleamos o Atlético Paranaense. Pois bem:

* Escudero:

Vem jogando muito. Sem mais. Ganhou oportunidade e vem mostrando serviço. Se tem alguém que pode comemorar a fase do Escudero, esse alguém sou eu [me achei  hahaha]. Mas é sério. Eu o defendi desde o início, até nas partidas em que não foi bem [e olha que não foram poucas]. Mas isso não vem ao caso. Hoje ele jogou muito novamente e foi premiado com um gol, fruto de uma bela troca de passes. Espero que continue assim.

* Troca de passes:

Me surpreendi. Fazia tempo que não via o Grêmio fazendo as tabelas que fez hoje. A troca de passes nos gols foi sensacional. E há tempos não marcávamos com bola rolando. Os três gols e a jogada do pênalti saíram de jogadas coletivas.

* Julio Cesar:

Eu sabia. Aquela fumaça branca, no Olímpico, domingo passado, indicava: Habemus Lateralis Esquerdus hahaha Que diferença faz termos alguém que avança até a linha de fundo e sabe cruzar a bola. Sim, achamos alguém que saiba realizar um cruzamento. Que falta isso fazia.

* Mário Fernandes:

Falando em lateral, só preciso mencionar o Mário. Espero que não haja mais pessoas querendo ele na zaga. Mário é lateral e pronto. E tá jogando muito também.

* André Lima:

Marcou de cabeça no meio da semana. E parece que abriu a porteira. Três gols hoje. Já estava na hora, porque ter o camisa 10 como artilheiro da equipe com quatro gols é vergonhoso. Ainda mais sabendo que estamos pagando salário do artilheiro do Brasileirão, que está jogando no Santos [Borges]. Claro que a culpa não era do André Lima. Aliás, era uma tecla que eu vinha batendo há um tempão: como um centroavante vai fazer gol de cabeça, se ninguém cruza a bola para cabecear? Sem companhia, o cara não tinha mesmo como fazer gols. Hoje foi muito bem.

Agora, capaz que não tinha que levar um puxão de orelhas. Para quê? Me diz, para que o André Lima tinha que fazer aquela falta no campo de ataque, no segundo tempo, ganhando de 4x0? Resultado: tomou amarelo e não joga a próxima partida, contra o Bahia.

* Amarelos:

Aliás, essa história dos cartões amarelos está mal contada. Quando André Lima tomou o cartão, um repórter na rádio contava que o Roth, ao saber que era o terceiro amarelo do André, ficou vermelho, começou a gritar de brabo. Tá, mas peraí: ele não sabia que o centroavante estava pendurado? Como assim? Ele tem que ir para o jogo no mínimo sabendo quais jogadores já têm dois cartões. E se por um acaso não soubesse, não tem uma pessoa naquela equipe para informar o técnico que o jogador entrou em campo pendurado? Tem que ver isso daí, hein.

* Repetição:

É uma pena isso. Mais uma vez não vai dar para repetir o time, que foi tão bem hoje. Dá até para seguir o mesmo esquema, colocando o Brandão lá na frente. Não vi ele jogar o suficiente para poder avaliar, mas a qualidade cai bastante. Veremos.

* Roth:

Voltando ao treinador. Armou muito bem o esquema. Agora, tem que sempre fazer uma invenção. Qual o motivo de tirar o Marquinhos e botar o Adilson ganhando de 4x0? Ainda se tivesse tirado um dos volantes [Rochemback ou Fernando] que também estavam pendurados [de repente não sabia também ]. Mas não, tirou um meia e deixou o time com três volantes. Depois, ainda troca um lateral esquerdo, por outro. Não dá para entender.

* Adversário:

Por fim, não dá para usar o Atlético PR como parâmetro. Claro que o Grêmio foi bem, mas em casa, diante de um adversário que recém trocou o treinador e está na zona de rebaixamento, não tem como criar muitas esperanças. Quero ver o Grêmio jogar assim contra um time da ponta de cima da tabela. Aí sim. Por enquanto, continuamos na expectativa e curtindo a vitória de hoje. Afinal, 4x0 não é todo dia e há tempos não acontecia.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Um três-cinco-dois

O título parece bingo ou sorteio de loteria. Mas calma, já explico. Quem curte futebol deve ter entendido que é o esquema tático.

Juro que tinha pensado nisso na semana passada. Depois, vi que teve jornalista cogitando a possibilidade. Grêmio no 3-5-2. Se tem gente mais experiente sugerindo isso, talvez não seja uma ideia minha tão absurda.

Não sei se daria certo. Mas colocando as melhores peças, penso que seria uma tentativa com boas chances de funcionar.

Pra começar, Victor no gol. Óbvio, nem precisa explicar.

Na zaga. Bom, todos pedem Mário Fernandes como zagueiro. Eu já disse que prefiro como lateral. Num 3-5-2, daria pra colocar o Mário como zagueiro direito. Rodolfo ou Rafael Marques de zagueiro central, enquanto Vilson não volta (eu tenho pra mim que ele deve ganhar nova chance). Neuton do lado esquerdo, afinal, ele já atuou de lateral.

Mais para a frente teria Gabriel, de ala direito. E Lúcio, de ala esquerdo (como muitos também pedem Lúcio na lateral esquerda). Rochemback e Adílson de volantes. Douglas na armação das jogadas.

No ataque, por enquanto, Leandro e Borges. A dupla de atacantes do Grêmio terá que ser testada várias vezes, porque tem possibilidades. Leandro, Borges, André Lima, Escudero... os outros são reservas. Talvez o guri tenha sido quem mais se mostrou credenciado à titularidade. A direção também poderia contratar alguém, o que seria muito bem-vindo.
 
Com essa formação, o Grêmio não ficaria muito diferente do que é atualmente. A única coisa que mudaria é o lateral esquerdo Bruno Collaço saindo (que até está lesionado) para entrada do Neuton. E a zaga, que igual hoje ninguém está confiando muito. O 3-5-2, com esses jogadores, permitiria que o Grêmio mudasse de esquema no meio do jogo, dependendo do resultado e do adversário, sem ter que trocar jogadores. Se fazendo necessário, Lúcio voltaria para o meio-campo e Neuton assumiria a lateral, ficando Mário e o outro zagueiro. Este esquema favoreceria a defesa também, que não está lá essas coisas. Seriam três zagueiros e mais os dois volantes, muito mais segura que a de agora, quando não dá pra confiar na zaga e o lateral direito não marca.

Enfim, o problema do Grêmio não está em apenas um setor. É triste, mas a gente olha pro plantel e não vê muita opção de salvação. Agora com a lesão do Bruno Collaço, vai ser bem complicado (Gilson tem santo forte, heinhô). No ataque, Borges está numa maré de azar. Gabriel parece com a cabeça na Grécia. A dupla de zaga chega a dar medo e isso tem repercutido até nas atuações do nosso goleiro de Seleção. E o meio-campo é Douglasdependente, quando o nosso camisa 10 não puder jogar, vai ser só sofrimento.

Do jeito que eu coloco parece desolador. Mas estou apenas sendo realista. O Tricolor conseguiu ficar em segundo, no -teoricamente- grupo mais fácil da Libertadores. Perdeu a oportunidade de decidir as partidas no Olímpico, que todo mundo sabe, faz a diferença. Vale apostar na garra? Claro que sim. Na garra, na raça, na Imortalidade, em todas essas coisas que o Grêmio carrega com seu nome. Mas sabemos que sem um time decente, fica difícil.

Sempre vem à mente a Libertadores de 2007. Time revertendo resultados, ganhando na raça, mesmo sendo unânime que o elenco era no máximo bom e entrosado. O que aconteceu na final, quando pegamos o Boca, com Riquelme comandando? Todos sabem. Não adiantou de nada jogar a segunda em casa, já tínhamos levado um pacote na Argentina. E olha que comparando jogador a jogador, o time de quatro anos atrás é melhor que o de agora.

Portanto, a Libertadores de 2007 foi emocionante, de repente o melhor campeonato que eu já vi o Grêmio fazer. Tanto pela torcida, pelos jogadores, pelas partidas. Mas não. Não quero passar por aquilo de novo. Esse ano eu quero um time que entre em campo e eu veja que tem condições de ganhar. Contar com a Imortalidade? Só para motivar torcedor, porque no gramado, eu quero ver futebol de vencedor.

terça-feira, 8 de março de 2011

Entre chefes e subordinados

Não me contive e o caso que presenciei ontem teve que virar post:

Segunda-feira de Carnaval pela manhã. Treino no suplementar, após três dias de folga para os jogadores. Sol ardendo na cabeça e no lombo. Treino marcado para às 9h30, jogadores entraram em campo depois das 10h30. Não estou reclamando, fui lá porque eu quis, estou apenas contextualizando. Os goleiros já treinavam. Os jogadores entraram em campo e foram correr em torno do gramado. Mário Fernandes e Douglas eram os últimos do pelotão. Na primeira volta que deram em frente à torcida, um grito ecoou: “Vaaaamo Douglas”. Silêncio. Na segunda volta, desta vez outro torcedor: “Coooorre Douglas”, e mais um complementou: “Coorre...” acrescentando uma ofensa. Douglas, que até então tinha ignorado, parou de correr, virou-se para a torcida e pronunciou alguns palavrões destinados aos corneteiros. O preparador físico que acompanhava os jogadores pediu que ele se acalmasse e continuasse correndo. Este mesmo preparador encaminhou-se para perto da torcida e pediu que para que parassem e deixassem o camisa 10 treinar.

Depois desse fato, fiquei pensando: até que ponto o torcedor deve cobrar um jogador? Na minha opinião, torcedor tem direito de exigir, afinal, compra camisa, ingresso, paga o salário do atleta de alguma forma. Agora, ofender o cara, independente de como ele vem atuando, isso já vira problema pessoal. Pensa só: o que leva uma pessoa a acordar cedo, no feriado de Carnaval, sair de sua casa rumo ao Olímpico, chegar lá num solaço, pra cornetear jogador? Por favor, né, fica em casa então... Ir lá pra ofender o cara é muito não ter o que fazer!

Daí vão dizer que eu estou defendendo o Douglas, porque é o Douglas. Mas não é isso. Naquele jogo contra o Oriente Petrolero, critiquei muito ele no estádio, isso que ele fez dois gols. Admito que não vem jogando o quanto sabe e/ou deveria. Mas isso não é só com o Douglas. Isso é coisa de camisa 10, meio-campo armador. Para ficar nos casos mais recentes, é só lembrar do Tcheco e do Diego Souza. Como foram criticados... E isso não é privilégio do Grêmio: qualquer time que dependa de seu camisa 10 passa por isso. Como dizem, são o termômetro do time: se vão bem, o time joga bem; se desligam, o time para. O cara tem a responsabilidade de armar as jogadas, organizar o meio de campo, servir os atacantes... Se ele não joga, se não está em um dia inspirado, o time tranca. Acontece no Olímpico. Acontece no Inter com o D’Alessandro, no Cruzeiro com Montillo, no Flamengo com Ronaldinho, no Corinthians com Bruno César...

Acho sim que torcedor tem direito de exigir. Vaiar aquilo que acha que está errado. Mas até onde vai a autoridade do torcedor sobre o jogador? Para mim, não precisa ser sócio: se comprou ingresso para um jogo ou adquiriu uma camisa oficial, já tem direito de cobrar, afinal, ajudou o clube de alguma forma. E é por causa da torcida que o futebol existe. Se não existissem os torcedores, os jogadores não teriam motivos para entrar em campo. Então, torcedor é chefe de jogador, sim. E como subordinados, os atletas devem ouvir as críticas e tentar melhorar, afinal, nós, torcedores, pagamos os salários. Agora, tudo tem um limite. O vaiar, o criticar que eu me refiro é de uma forma civilizada. Nunca ofendendo o lado pessoal do jogador. Critica o futebol dele, a falta de vontade, mas não insulta.

No fim, logo fui embora do estádio. Na saída, vi que alguns seguranças do Grêmio rondavam a área onde estavam aqueles torcedores. Espero realmente que isso não aconteça de novo. Que o Douglas volte a apresentar aquele futebol bonito. Para calar a boca desses corneteiros. Para honrar a camisa 10 que veste. E para ajudar o Tricolor a conquistar mais títulos. Porque ele a gente sabe que tem capacidade de ser sempre o empregado destaque do mês.

Obs: lembrei que tinha um blog hahahaha após séculos, foi atualizado

segunda-feira, 7 de março de 2011

Bola aérea

Paulão foi embora. Era aclamado pela torcida, mas não vinha tendo o mesmo desempenho do ano passado. Acho que foi um bom negócio. Eu teria certeza, se olhasse para o plantel e visse algum zagueiro para assumir a titularidade.

A maioria quer Mário Fernandes. É um bom jogador, mas acho que ainda precisa melhorar muito alguns fundamentos básicos. Um zagueiro que não sabe cabecear, não serve. E a bola aérea tem sido um problema constante para o Grêmio, tanto na defesa, quanto no ataque. Sim, a bola aérea, que não faz muito tempo era nossa jogada que mais preocupava os adversários.

Resolvi falar isso agora, para depois não ser taxada de oportunista. Ou mais tarde talvez tenha que admitir que estava errada. Mas no momento, a zaga titular deve ser Rodolfo e Rafael Marques. Mais para frente, talvez Vilson seja mesmo o mais indicado. E de pensar que o Réver esteve no Olímpico implorando para voltar. Ele e o Rodolfo seria perfeito.

Mas esse problema fica com o Renato. Ele sabe o que fazer e o que é melhor pro Grêmio.

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  • Ataque:
Ainda opinando sobre o time, não me convencem os dois centroavantes. Tem dado certo, os gols estão saindo, mas não vejo muito futuro. Gostaria muito de ver o Escudero jogando ao lado de um dos atacantes. De preferência, do Borges. Grêmio atuando num 4-5-1, com Lúcio e Douglas. Para mim, este seria o esquema ideal, para um time sem atacantes de velocidade.

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  • Lateral esquerda:
E na lateral esqueda, Bruno Collaço. Logo. Realmente não consigo entender o que o Renato vê no Gilson. Naquele jogo contra o Oriente Petrolero me preocupei mais ainda: Gilson marcou gol, aí sim que não sai mais do time. Tomara que mude.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Grêmio 2x1 Caxias

Depois de ter visto o time reserva, ontem fui ao estádio assistir aos titulares. O calor era intenso em Porto Alegre, mas valeu ir e ver a estreia do Rodolfo, a volta do Borges...

Considerações do jogo:


*Arbitragem:
Esteve sem critérios. Deixava de marcar inúmeras faltas para um lado e marcava para o outro time.

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*Viçosa:
Sério, para mim, ainda não mostrou ao que veio. É esforçado, mas tem errado muito. E a torcida está perdendo a paciência. Ontem, quando o massagista chamou Borges, foi quase uma comemoração de gol.

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*André Lima:
Incorporou a garra do Grêmio. Briga com o juiz, dá carrinho e faz gol. Não gosto de jogador que beija a camisa, prefiro que jogue com profissionalismo, sem iludir a torcida. Mas parece que nosso camisa 9 está sendo sincero. Tomara que sim, no começo eu desconfiava, mas se mostrou um baita jogador.

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*Rodolfo:
O zagueiro teve uma atuação segura. Como foi muito comentado, saiu de um frio de -6º para jogar em uma temperatura beirando os 40º. Não é fácil. Tem tudo para assumir a titularidade e se firmar como o novo Xerife da zaga. Deu passe para o gol de Vilson.

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*Borges:
Quando começaram a falar na rádio que Rodolfo, Rochemback, Gabriel estavam cansados, achei que não veria o retorno do nosso atacante. Mas quando, em mais um erro do Viçosa, a torcida começou a chamar por Borges, Renato mandou chamá-lo. Obs: Diego Clementino deve ter se preocupado, afinal, ontem não foi ele quem teve seu nome gritado pelo estádio

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*Patrício:
Foi legal ver a torcida aplaudindo o Patrício. Quando esteve aqui, foi esforçado e honrou o manto que vestiu. Quem não lembra: "E o Patrício deu um peitaaaaço nele..." Relembre aqui: "Naquele momento a gente nem pensa, a gente age", por BOSQUES, Patrício hahaha

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*Calor:
Estava muito quente ontem. A temperatura influencia, sim, no rendimento dos atletas e no andamento do jogo. Devido a isso, tem que ser dado um desconto a ambos os times.

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*Público:
Ao entrar no Olímpico, juro que me assustei. Não lembrava de ter entrado no estádio e ter visto um público tão pequeno. Mas, conforme a hora do apito inicial se aproximava, o pessoal foi chegando e o número de torcedores foi aceitável para as condições da partida: 17h, de um sábado de verão, com quase 40º

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*Cigarro:
Pode dar polêmica, mas para mim, o cigarro poderia ser proibido dentro do estádio. Já vetaram o álcool. Fumar, além de prejudicar o próprio fumante, prejudica quem está ao redor. Foi angustiante ver ontem, um monte de gente lá na Social com cigarros ligados, e com o vento, a fumaça se espalhando no rosto das outras pessoas. Desrespeito.

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*Projeto Gauchinho:
Achei bem interessante o projeto que a RBS e a FGF organizaram, de levar crianças para fazer jogos antes das partidas do Gauchão. Mas é necessário bom senso. Claro que deve ser maravilhoso pisar e poder jogar nesses baita estádios, com grama impecável e muita gente assistindo. Só que ontem não era o melhor dia para isso. Se os profissionais só podem atuar depois das 17h, devido ao calor, imagina crianças de 12 anos. É de se pensar.

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*Cachorro-quente:
Só precisava fazer uma menção honrosa ao cachorro-quente do Olímpico. Diviiiino hahaha



domingo, 16 de janeiro de 2011

Grêmio 2x2 Lajeadense

Primeiro jogo da temporada. Eu estava sentindo muita falta de jogo do Grêmio e nada melhor que ir ao Olímpico para matar a saudades. Porém, o que eu vi, não me agradou nem um pouco.

Considerações do jogo:

*1º jogo:
É o primeiro jogo do ano. Após só 10 dias de treinos, não dá pra exigir muito dos jogadores, ainda mais com o calor que estava. Só por isso que segurei as críticas.

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*Renato:
Eu não entendi o que ele pretendia com a escalação que botou em campo. Três volantes e só Douglas armando as jogadas. Na hora de substituir, demorou demais e mais uma vez, não deu pra entender.

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*Briga na torcida:
Uma vergonha. Não vi o começo da briga, não sei o porquê. Mas acho ridículo pessoas (que não podem ser chamadas de torcedores do Grêmio) se dignarem a ir até um estádio de futebol, pagar ingresso, para entrar e brigar. Ainda mais sabendo que aquele lugar está cheio de famílias, crianças, pessoas mais velhas. É uma grande falta de respeito. Se é rixa de torcidas organizadas rivais, não interessa. Que eu saiba todo mundo vai lá para torcer pro Grêmio.

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*Vilson:
Me apavorei, não foi nada bem. Até apoiava o time no ataque, mas não tem qualidade, nem o cacoete de chegar a frente, portanto, não pode ser o companheiro de Douglas. Foi muito prejudicado pelo esquema e pela posição em que atuou.

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*Douglas:
Como eu disse antes, Douglas foi o único responsável pela armação de jogadas. Sentiu falta de um meia mais avançado para repartir a tarefa. Isso acabou prejudicando o ataque, já que Jonas tinha que voltar para ajudar na criação, deixando Viçosa sozinho no ataque.

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*Viçosa:
Ainda não deu resposta. Pegava a bola, criava chances de gol, mas errava na finalização. Talvez falte entrosamento com Jonas.

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*Adilson:
Pra mim foi o ponto negativo do jogo. Deve ser a falta de preparo ainda, mas esteve muito mal, errando passes que normalmente não erra. Gerou muitos contra-ataques pro Lajeadense.

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*Árbitro:
O juizão não foi bem também. Resolveu deixar o jogo correr e não marcou várias faltas.

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*Gilson / Fábio Santos:
Ano passado eu cheguei a elogiar o Gilson, quando entrava. Mas ontem, parece que caí na real. Mais uma vez: não quero criticar, porque é o primeiro jogo, mas a impressão não foi nem um pouco positiva. Saí do estádio com a impressão de que daqui alguns meses, estaremos falando: bah, por que mandaram o Fábio Santos embora? Espero que eu esteja errada.
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*Vilson 2:
Foi tão triste ontem. Na hora da entrada em campo, todos os jogadores subiram as escadas acompanhados de crianças, exceto o Vilson. Jonas foi o mais procurado pelos gremistinhas. Mas poderiam ter organizado melhor, fiquei com pena do Vilson  hahahaha




terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Caso R10 - parte II - Refletindo o Futebol

Depois de tanta revolta por parte dos torcedores (minha também), me peguei pensando racionalmente no futebol (meio contraditório, já que esse esporte não combina muito com razão). O que leva as pessoas a gostarem tanto de um clube? Se entregarem de tal modo a um time? Pensando friamente, são 11 homens, como outros quaisquer, vestindo camisas com um símbolo igual (nossa, foi difícil descrever assim).

Eu fiquei com muita raiva pela não vinda do ex-jogador do Milan para o Grêmio. Mas, por quê? Por que em mim isso tem esse tipo de impacto, enquanto há tanta gente que nem sabe que jogador está vindo pro seu time (não sabe e nem quer saber).

Fico observando determinadas pessoas, não é difícil de achar, as quais o futebol não tem qualquer importância. Algumas até acompanham certas partidas, Copa do Mundo, finais de campeonato. Para essas não faz diferença perder para o Asa de Arapiraca no jogo de ida da primeira fase da Copa do Brasil. Para mim faz. Como pode existir gente que consegue ignorar as derrotas, mas está lá na comemoração de um título? Eu não consigo.

Ver tudo desta forma não me faz mais gremista ou dessas pessoas menos torcedoras do Grêmio. Não penso assim. Apenas acho que algumas pessoas dedicam mais seu tempo a um clube de futebol, se interessam mais. Mas gremistas todos somos.

Me pego pensando: queria eu não me envolver tanto. Como eu gostaria de após uma derrota, esquecer e sair na rua como se nada tivesse acontecido. Como adoraria seguir com a minha vida normalmente após a perda de uma final. Será que eu seria mais feliz?

Acho que não. Felicidade para mim não é só ganhar. É também ver toda a torcida cantando, uníssona, músicas de apoio no estádio; é ver que um jogador entendeu o sentido da palavra imortalidade e se entrega dentro de campo em busca da vitória; é desligar a TV, triste, após uma derrota fora de casa, mas saber que no próximo jogo no Olímpico estaremos todos lá esperando vencer novamente; é ver que o Grêmio é Imortal e esta paixão vai durar por muito tempo.

Então continuei refletindo: e a sensação de ganhar uma partida em cima do maior rival? De ver teu time revertendo resultados com menos jogadores em campo; fazendo gol nos últimos minutos; precisando de 4x0 e fazendo exatamente 4x0. E o estádio cheio? A emoção de ouvir o hino? O gol? Quem mais pode proporcionar tudo isso, se não o futebol?

Se preferir viver desse jeito for irracional, então é isso que eu quero ser.
Continuarei dando tamanha importância a tudo isso.

Porque é o futebol que me faz feliz.



segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Caso R10 - parte I - Opinião

Passado o choque, comecei a escrever para expor minha opinião. Não que seja relevante, até porque este assunto no Grêmio já não importa mais. Porém, decidi colocar aqui apenas quando a situação estivesse toda definida.

Semana passada, eu postei um texto falando das novelas do Grêmio (sim, acho que este cara dos dentes grandes não merece tanto espaço destinado a ele, mas vamos lá). Para ilustrar o quanto eu tinha um certo receio do final desta história, reproduzo um trecho:

“É galera. A novela parece estar no fim. Hoje (05/01) está previsto o desfecho. A torcida do Grêmio, acostumada a assistir grandes tramas já fica com um pé atrás. Nas últimas vezes, acabou em tristeza. Mas a esperança existe e as possibilidades são grandes”

Não vou me aproveitar, ser oportunista. Claro que eu criei expectativas (até demais) e queria a volta dele. Mas sempre ficou na minha cabeça a ideia de: só acredito que vem jogar aqui, quando assinar o contrato e vestir a camisa. Talvez estivesse pensando nisso para evitar maiores decepções. Mas o tombo foi grande, maior do que eu esperava.

Ouvi as declarações do Presidente Paulo Odone. Mas confesso que nem nele mais acredito. Tudo bem, Assis fez leilão, viu que tinha interessado e começou a jogar com os clubes. Mas peraí, todo mundo sabe que hoje em dia não existe mais esse negócio de amor a camisa, é muito, muuuito raro. Será que não foi muita ingenuidade da nossa direção acreditar na palavra e nos sentimentos de um cara que há dez anos já traiu o clube que dizia amar? Do irmão dele eu nem falo. Essas pessoas não precisam mais tocar no nome do Grêmio, porque realmente o Grêmio não precisa delas. Que cada uma siga seu caminho e como disse o Presidente: sejam felizes.

Outra coisa. Se realmente se confirmar que a Traffic ajudou o Flamengo com mais dinheiro, por favor direção, não deixem mais chegar perto do Olímpico. Não acho legal guardar sentimentos ruins, mas se há algo nesse mundo que me deixou com um profundo rancor, é essa empresa (sim, muito que estão se importando comigo ¬¬). Em menos de três anos, estas pessoas conseguiram me fazer chorar duas vezes. Incrível, no mesmo período do ano. Em janeiro de 2008, eles ignoraram o montante de dinheiro arranjado pelo Grêmio para ficar com o Diego Souza e o levaram ao Palmeiras. Tudo por conta de uma pequena “vingança”, já que o Grêmio não tinha trocado um outro jogador com eles. Foi triste ver o nosso ex-camisa 7 sendo apresentado em São Paulo, por isso, nem assistirei a apresentação do novo jogador do Flamengo (se for confirmado), até para não dar mídia também.

Vi a torcida protestando no Olímpico. Certo, acho que faria o mesmo se estivesse lá. Só que agora é o seguinte galera: acabou. Hora de pensar no que realmente é importante: a Libertadores. Dia 26 temos uma batalha que nos levará ao tão sonhado TRI. Chega, não quis vir conquistar a América? Beleza, tem gente que se contenta com Copa do Brasil. Devemos transformar tudo o que estamos sentindo, neste momento, em apoio aos nossos jogadores, aqueles que entrarão em campo e nos representarão em cada passe, drible, dividida e gol \o/

FALTA POUCO PARA A LOUCURA COMEÇAR NOVAMENTE.

PORQUE, NÓS SIM, SOMOS LOUCOS POR
TRI AMÉRICA!



quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Globo? Record? Televisa?... Não, Grêmio Produções :)

A vida imita a arte. A arte imita a vida. Frase bem clichê, mas verdadeira. E não é de hoje que um outro segmento vem se igualando às emissoras de televisão, e trazendo a seu fiel público tramas realmente emocionantes: o futebol.

As novelas futebolísticas, assim como as da televisão, começam em qualquer época do ano. Porém, no futebol é mais comum que aconteçam no fim do ano, momento em que os campeonatos acabam, as férias chegam e os times começam a se desmontar (com sondagens de outros clubes ou vontade do jogador de sair).

Nos últimos tempos, tenho acompanhado de perto a maioria dessas novelas, com atenção especial, claro, àquelas produzidas pelo Grêmio Foot Ball Porto Alegrense. Vou citar as últimas três que presenciei, chamadas: Diego Souza, Maxi López e, a que está atualmente na mídia, Ronaldinho Gaúcho. Claro que sempre houve estas histórias, mas vou comentar as que citei, até pela atenção que dei e pelo meu envolvimento.

Em comum, esses três folhetins do Grêmio tiveram foi o início. Todas começaram antes do fim do ano. Diego Souza começou no meio de 2007 a ser sondado e a direção sempre se manteve firme de que não havia com o que se preocupar. Maxi López, um trama estrangeira vejam só, iniciou nos últimos meses de 2009, assim como a de Ronaldinho Gaúcho, que foi divulgada nos últimos meses de 2010.

Da novela Diego Souza (confesso, a que mais mexeu comigo ) acompanhei todos os capítulos, todos os resumos que saíam a toda hora nos sites esportivos. A história? Um jovem jogador que queria permanecer no Olímpico, mas os terríveis portugueses que detinham poderes sobre sua trajetória, guardavam uma grande mágoa dos chefões gremistas. Isso devido a algumas trocas de jogadores que não haviam se concretizado no meio do ano. Após muitas reuniões, dias, viagens além-mar, frases de otimismos, os chefões gremistas davam como certo a permanência do camisa 7. Uma trama extremamente angustiante e cansativa. Quem acompanhou de perto se lembra da expectativa. Até que naquela fatídica primeira semana de janeiro de 2008, os espectadores tricolores assistiram ao capítulo final: Diego Souza e o Grêmio não convenceram os magoados portugueses, que por vingança o enviaram a um clube paulista. Triste fim da história para toda a nação gremista (principalmente pra mim).

O folhetim Maxi Lopez estreou no começo de dezembro 2009. Grêmio superou expectativas e lançou uma novela argentina. A história rodava em torno de um estrangeiro adorado pelo povo tricolor, que dizia ter um sentimento recíproco e desejava ficar em Porto Alegre. Após inúmeras confirmações de que ficaria e investimentos da chefia do Grêmio, surgiu a primeira vilã: a mulher do estrangeiro. Dizia-se que a moça fazia a cabeça do matador para que fossem ser alegres e famosos em terras europeias. Depois de garantias gremistas de que ficaria, de levantarem o dinheiro necessário, malvados russos detentores entraram na história e, junto com o jogador, criaram uma grande confusão, posto que o atleta não havia decidido o que queria. Acabaram pedindo outros valores além dos combinados. Os gremistas negaram e o último capítulo assistido pelos torcedores foi: Maxi Lopez e a mulher, se despedindo e embarcando juntos e felizes para terras italianas. Um final feliz. Para a família argentina. Para quem ficou, raiva.

Por fim, atualmente está passando a novela Ronaldinho Gaúcho. Um pequeno craque, levado sem deixar rastros (de dinheiro) para o seu clube formador, pelo irmão malvado e ganancioso. Após uma década de revolta e amargura por parte da torcida, o irmão resolve voltar e negociar a volta do, agora, já veterano jogador. A chefia gremista se atira aos pés do empresário, que percebendo estar com todos na mão, dá início a um leilão que envolve italianos, flamenguistas, palmeirenses e, corinthianos (na figuração). Os últimos capítulos estão aí. Só que esta trama é um remake. Quase um Vale a pena ver de novo. A única diferença é que dessa vez a torcida sonha com um fim diferente. No resumo que vazou na internet, dizem que o craque e seu time do coração terão um final feliz. Toda a raiva guardada durante uma década pode ser esquecida. Só depende dos protagonistas.

É galera. A novela parece estar no fim. Hoje (05/01) está previsto o desfecho. A torcida do Grêmio, acostumada a assistir grandes tramas já fica com um pé atrás. Nas últimas vezes, acabou em tristeza. Mas a esperança existe e as possibilidades são grandes.

É por isso que a cada nova novela, todo mundo respira fundo e acompanha. O sonhado final feliz há de vir logo. E virá imponente, com um ator principal grandioso. Digno de um clube grande, sempre acostumado a ser protagonista.