Último capítulo; última partida. Mas nem só para jogos o Olímpico foi visitado. Acompanhar treinos, principalmente antes de Grenal; visitar o Memorial (que vale muito a pena e na Arena provavelmente vai estar mais bonito ainda); aproveitar para dar uma olhadinha na GrêmioMania; resolver problemas nos Quadro Social... Várias opções.
Por ironia do destino, a primeira vez que pisei na pista atlética do Olímpico não pude emitir qualquer reação. Graças ao meu profissionalismo (no primeiro ano da faculdade de Jornalismo). Foi em 2009. Um dia frio, pensa no frio. Estava fazendo um curso de extensão de Jornalismo Esportivo, com ênfase na Dupla Grenal, e nosso tema para as férias era escrever um perfil sobre algum personagem relacionado a um dos times.
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| Entrevista coletiva do Paulo Autuori |
Escolhi Francisco Cersósimo, na época preparador de goleiros. (A história e o perfil tu pode conferir na íntegra aqui). Uma sexta-feira fria, cheguei no Olímpico e fui direto encontrar o assessor de imprensa do Grêmio, Vítor Rodriguez. Um segurança me acompanhou e eu passei pelos vestiários, subindo pelo túnel que dá acesso ao campo. Imagina a faceirice.
Cheguei na pista atlética e na casamata do Grêmio estava o assessor. Cumprimentei e ele me pediu para esperar o treino acabar. Pensa..: a poucos metros de mim os jogadores treinando e eu quietinha no banco da imprensa. Hercúleo, mas me contive. Após acompanhar a coletiva do, então técnico, Paulo Autuori e do Jonas, junto com toda a imprensa do Rio Grande do Sul, eis que surge o Cersósimo. Muito simpático, me concedeu a entrevista. Foi bacana.
Em 2012, enfim pisei no gramado. Desta vez, como torcedora. Foi em março, quando meu pai completou 50 anos de idade e solicitei como presente de aniversário para ele, entrar em campo. Até guardei um pedacinho da grama. E, nesse dia, conversamos com um funcionário do Grêmio sobre a questão da Arena e da demolição do Olímpico. Segundo o tiozinho, só quem trabalha lá sabe como está a estrutura do estádio e como realmente não teria como reformar.
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| Outra das minhas fotos preferidas |
Fim da Era Olímpico
Chegamos ao fim da série. Muita coisa não foi mencionada, mas acho que, com o que foi escrito, deu para se ter uma ideia do que representa a ida ao estádio de futebol, principalmente para quem ama o esporte. Amanhã ocorre o último jogo do Olímpico. E graças à Confederação Brasileira de Futebol (CBF)
Resolvi terminar esses posts antes da última partida. Se tudo correr bem, a intenção é estar presente amanhã no Olímpico, para a despedida. Coincidentemente, meu 60º jogo. E último. Outro objetivo é fazer uma postagem apenas com a descrição dessa última partida (se possível, uma vitória). Veremos o que irá ocorrer.
Aaah, os ingressos para a inauguração da Arena, dia 8, já estão na mão. Não cheguei a visitá-la enquanto em obras. Apenas no começo do ano estive do lado de fora. Acho que o susto e a emoção serão enormes. Não tenho a mínima noção de como é, apenas por relatos e fotos tenho uma ideia. Dá muito orgulho passar pela Free Way e ver nosso novo estádio tão lindo. Lá dentro, com certeza, será muito melhor.
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| Mais uma foto lindona |
Pois bem. Chegou a hora da despedida do Olímpico, do Monumental, do Velho Casarão, do Caldeirão da Azenha, da nossa segunda casa... Do palco de vitórias, títulos e craques. Da estrutura que proporcionou tantas alegrias, algumas tristezas, mas muita emoção. Como canta a Geral:
"Hoje Grêmio eu vim te ver
E não importa mais nada
Tricolor vamos vencer
E levantar esta taça
Todo domingo no Monumental
Estádio cheio de glórias..."
O que resta agora são as lembranças e torcer para que o espírito do velho Olímpico se faça presente na Arena. E a nova casa represente uma nova era de alegrias e taças.
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