Da minha parte, a decisão não demora muito, não. É só ter em mãos as tabelas, que eu já estou preparada para o dia do jogo. Porém, como eu não dirijo, sempre fiquei na dependência de outras pessoas me levarem. Basicamente, eu já sei com antecedência quando há possibilidade de ir ao estádio ou não, porque isso depende muito do dia, hora, clima, adversário, competição, plantel... É uma equação complexa, que depende de vários fatores.
Admito que já enchi muito o saco, de muita gente para me levarem ao estádio. E antigamente ficava emburrada quando criava expectativa e não se concretizava. Hoje eu sei que, por mais que o time precise de apoio, todos os fatores citados acima são realmente relevantes. Principalmente para torcedores do interior, como eu, que precisam viajar. E também em relação a grana, porque querendo ou não, se gasta muito indo ao estádio, mesmo que tu seja sócio.
Aliás, essa questão também foi muito interessante em relação ao Olímpico. Quando comecei a ir mesmo ao estádio, em 2006, chegávamos lá e eu, que ia como acompanhante de sócio, comprava ingresso na hora, para a Social. Isso não durou muito. Se não me engano, foi em outubro desse mesmo ano, que de tanto incomodar, convenci meu pai a me associar, na modalidade Sócio Patrimonial Interior, que dava acesso sem ser preciso a compra de ingresso. Acreditem ou não, foi meu pai concordar com isso, para eu chegar em casa, acessar a internet e o presidente Paulo Odone anunciar o encerramento desses modelos de associação #FAIL
A busca pelas carteirinhas
Então, a partir daí, começou a terrível luta para conseguir carteirinhas. Sério, esse é quase um capitulo àparte. Logo no início até era mais fácil, mas de uns tempos pra cá, principalmente quando o Grêmio estava na Libertadores, era uma verdadeira jornada em busca de uma carteirinha, duas, três. Se fazia milhares de ligações, catando pessoas que não fossem ao jogo.
Aaah, no fim das contas me associei. Era aquele plano que tu pagava R$ 25 (se não me engano) mensais e tinha direito à metade do ingresso. Porém, um problema. Só dava acesso às arquibancadas e cadeiras. As pessoas que me levavam ficavam na Social, ou seja, eu ia ficar como sozinha no estádio?? Resultado: acreditem se quiserem, paguei um ano essa mensalidade sem ir uma única vez com minha carteirinha e cancelei, em 2008.
Aqui na cidade funcionava o sistema aluguel por jogo. Uma galera se ligando atrás de carteirinha, e quem não ia, alugava por partida. Até que, quando já havia desistido, surgiu a oportunidade de continuar pagando a mensalidade para um gremista que ia desistir da associação contribuinte (um Sócio Patrimonial, sem alguns privilégios, que pagava mais barato e entrava na Social #perfeito). Aceitei na hora, nem sabia como ia pagar, mas não podia perder a oportunidade. Na época, acho que comecei pagando R$ 45 mensais.
O interessante é que os funcionários do Grêmio nunca conferiam os nomes das carteirinhas. Entrei com diversos nomes, masculinos e femininos, já. Poderia ter uma crise de identidade. Mas enfim, fiquei uns três anos eu acho pagando essa carteirinha, até que ganhei uma cadeira central
(Obs: devolvi a carteirinha contribuinte pagando R$ 53 mensais. Atualmente, fiquei sabendo que já está em 80 e poucos reais oO).
A questão de valor realmente assusta. Cada vez mais caro e para jogos contra adversários que não valem nem metade do preço. E isso tende a piorar com a Arena. Claro, é óbvio, que no novo estádio teremos muito mais conforto, mais comodidade e que esse acréscimo de qualidade não viria de graça. Mas quando o ingresso mais barato é a mensalidade de R$ 92, tu percebe a elitização. Uma pena para o esporte que se diz “do povo”.
Além disso, saber que tu vai pagar esse valor (ou mais) para ver aqueles jogos tristes de 1º turno de Gauchão é complicado. Espero que as mensalidades da Arena se paguem com várias finais na casa nova tomara.
Além disso, saber que tu vai pagar esse valor (

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