quinta-feira, 22 de novembro de 2012

“Até a Pé Eu Iria – Memórias do Olímpico” – (3) Viagem Até o Monumental

A viagem até Porto Alegre leva em torno de 45 minutos. Em dias de jogo, até o Estádio, depende muito. Então, sempre nos programávamos para sair de duas a três horas antes. O legal dessas viagens é ir ouvindo rádio e discutindo a escalação e os últimos resultados. Além disso, quando tu entra na BR-386, a Tabaí, já vai vendo carros ao redor com bandeiras e pessoas dentro com camisas do Grêmio. Quando chega na BR-116, em Canoas, então... Passar buzinando por todos aqueles ônibus repletos de gremistas. Ou ficar preso no engarrafamento, calculando para ver se vai dar tempo de chegar. Ou então ouvir o pessoal na Rádio comentando que o público ainda é pequeno e responder: “calma, boa parte tá presa aqui”. Fatos.
 

De longe tu já percebe que está chegando ao Monumental

Teve uma vez, em Grêmio 3x0 Votoraty-SP que ficamos presos 2h30 no trânsito de POA. Era aqueles jogos de meio de semana, às 19h, véspera de feriadão. Deu né? Chegamos no intervalo, não vimos os dois primeiros gols, mas isso é o de menos.
 
Tsunami de gremistas e eu fiquei de fora
 
Entre idas e vindas ao estádio, um fato inusitado esse ano. Tinha que ser no último do Olímpico, para ter história para contar. Fiquei sabendo de tarde, no dia do jogo contra o Atlético-GO, que teria carona para ir; fiquei naquela angústia entre ir ao estádio ou ir à aula (que por sinal era importante, mas no fim não ganhei falta \o/); decidi me dar a noite de folga e aproveitar os últimos jogos. Então...
 
Quarta-feira, 20h30. Noite com temperatura amena, de primavera. Jogo contra um time na zona de rebaixamento, que ainda não havia pontuado fora de casa neste Brasileirão. Grêmio podendo dormir na liderança, com o retorno do Elano e do Gilberto Silva. Dia, horário, clima, adversário e fase, tudo isso alinhado favorecendo um baita espetáculo. Foi? Não sei, fui barrada na porta do estádio. Mas pelo que eu assisti na TV depois, li nos jornais e ouvi nas rádios, a torcida deu show. Também, mais de 46 mil pessoas. É, foi O evento.
 
Tudo estava conspirando para um grande jogo. Se duvidar, até os astros estavam alinhados. E buscando chegar ao recorde de público do campeonato, nossa direção elaborou uma promoção. Uma não. Quatro para ser mais especifica. Sócio tinha direito a um acompanhante, bem como quem comprasse ingresso; compras na Grêmio Mania, acima de R$ 150, davam um bilhete para acompanhar o jogo; e mulher entrava de graça. Já viu, né? Soltaram as palavras “grátis” ou “promoção”, o povo se atira Resultado? Um tsunami de gremistas tomando Porto Alegre na noite de quarta.

Povo que, como eu, ficou do lado de fora
Todos invadiram a capital gaúcha; 46 mil e mais alguns entraram no estádio; o restante, como eu, ficou no pátio. Depois de 2h40min de viagem que normalmente leva 1h30min pude acompanhar, do lado de fora, aqueles que tentavam insistir com os brigadianos e com o pessoal do Grêmio para entrar; ou torcedores que corriam de um portão ao outro na esperança de conseguir uma vaga lá dentro; ou os que aproveitaram para fazer turismo e tirar fotos na frente do Estádio ou com a bandeira de fundo; ou ainda os que saíram reclamando e xingando até a quinta geração da família do presidente. Foi bem frustrante chegar lá e não entrar.
 
Mas foi, também, uma experiência diferente, curtir o jogo pelo rádio, ouvindo cada lance pelos sons da torcida, do lado de fora. Ah, no fim, o Grêmio ganhou por 2x1 e foi sofrido. Apesar da maratona, de ter perdido aula, da decepção, como dizem os jogadores: "o importante é a vitória e somar os três pontos!".

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