Capítulo sobre as comidas de estádio. Talvez o que eu mais gostei de escrever. Descobri esse novo hobby de uns tempos pra cá.. A culinária, mas a parte de degustar/saborear, fazer as receitas não é bem a minha praia. Pois bem, voltemos ao Olímpico. Assim como cinema, teatro, qualquer lugar que se vá para assistir algo, estar acompanhado de comida é algo fundamental. No estádio não é diferente e as opções são inúmeras.
Isso inicia no começo da viagem com as guloseimas no carro. Mas o melhor mesmo é quando se aproxima do Monumental. Vixi. Tu sabe que está perto quando começa a sentir aquele cheiro do espetinho. Quando tu estaciona longe, então, percorre um caminho de desvios dos carrinhos de churrasquinho e de cachorro-quente. Fora os vendedores de água, refri e cerveja com álcool [que não está mais disponível dentro do estádio]. Mas esses alimentos serão degustados depois.
Ao entrar no estádio, principalmente na Social, depois de catar um lugar, tu começa a ser perseguido pelos vendedores ambulantes. Pipoca doce e salgada (que já está custando R$ 5, o preço de dois pacotes de micro-ondas. Se bem que vem numa caixinha bonitinha do Grêmio); amendoim (que a galera come e vai atirando as cascas no chão ou nas pessoas sentadas na frente); salgadinhos; picolé (que muita gente compra no inverno); isso tudo surge numa avalanche (bem apropriado) e se estende durante todo o primeiro tempo. Normalmente, atrapalhando em lances decisivos. O maior problema de tudo isso, e já aconteceu, é quando tu compra uma pipoca salgada, naqueles jogos de domingo à tarde, próximo do, ou no, verão, e não adquire uma bebida junto. A Lei de Murphy se impõe e magicamente todos os vendedores de água/refri somem do mapa. Acontece.
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| Olha ali óóó: a pipoca na caixinha do Grêmio *-* |
Como a história das catracas, com o cachorro-quente também ocorreu um fato inusitado. Foi em Grêmio x Caxias, em fevereiro do ano passado. Que jogo! Final do primeiro turno do Gauchão, a Taça Piratini. 2x2 no tempo normal, Grêmio empatando aos 52 minutos. E pênaltis. Vencemos por 4x1 nas cobranças. Mas voltemos ao cachorro-quente. Era quarta-feira de cinzas. Católicos não comem carne nesse dia que marca o início da Quaresma. Então.. Jogo à noite, não tinha jantado e a opção no estádio era o cachorro-quente. E a salsicha?? Pois bem, fui até o bar, solicitei um cachorro e um refri (o combo é mais barato). Peguei a bebida e me dirigi ao alimento. Ao entregar o canhotinho para a moça, ela me pergunta: “vai querer com duas salsichas??”. “Huum, na verdade eu quero sem salsicha!”. “Aah, tu não come carne?”. “Até como, mas só hoje não posso, é quarta-feira de cinzas!”. Olhar intrigado.“Botei mais batata-palha, então”.
Eu normalmente não peço ervilha, mas nesse dia me obriguei. Ia pagar só o pão e o molho. Mas mesmo assim, estava bom aquele cachorro-quente. Vixi.
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| Bar das cadeiras aos 39 do segundo tempo: atendentes assistindo no telão com delay hihihi |
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| O Saboroso; O Perfeito; O Divino: O Cachorro-Quente do Olímpico (esse com salsicha) |
Eu sinceramente não sei como será a Arena nesse quesito. Provavelmente seremos contemplados com inúmeras opções de bares. Mas espero sinceramente que o encanto dessas comidas de estádio mais singelas não se perca. A inovação e a grandiosidade da nova casa não necessariamente precisam refletir na culinária característica desses locais, que quanto mais simples, mais saborosa é.



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