terça-feira, 27 de novembro de 2012

“Até a Pé Eu Iria – Memórias do Olímpico” – (8) Saída do Estádio

O juiz ergue o braço e apita o final do jogo. Hora de ir embora. Daí depende muito, mas ou se sai feliz, cantando o hino que toca no alto-falante do estádio; ou sai todo mundo de cara emburrada; uns xingando do faxineiro ao presidente (Essa situação às vezes gera discussões entre torcedores. Às vezes, no meio do jogo também, brigas que são separadas pelos outros torcedores, a turma do ‘deixa disso’).

Se bem que quando o jogo acaba muita gente se avança para sair logo. O melhor é esperar desafogar, porque igual tu fica amassada contra pessoas que tu nem conhece. Do lado de fora tu caminha até o teu carro. E surge o guardador demonstrando que está tudo certo e querendo o dinheiro dele.


Bandeira imponente na saída do Olímpico
 
Tem também a opção de ir embora de táxi até o Shopping Praia de Belas, onde o carro ficou estacionado. É mais seguro. Teve um jogo que eu levei uma bandeira para o estádio. O Grêmio ganhou e eu saí enrolada na bandeira. Faceira. Chegamos no Praia de Belas para pegar o carro e entrei no shopping com a bendita bandeira. Eis que surge um segurança e me mandou guardar, pois não era permitido. Apenas camisetas, segunda ele. Chato, certo que era colorado.
 
O esquema de táxi também é bem complexo. Normalmente se sai aos 40 minutos dos segundo tempo para garantir o transporte. Numa dessas, final do turno do Gauchão. Grêmio (4) 2x3 (5) Inter. Grêmio perdendo o título. Decidimos ir embora. Só que, ao sair das cadeiras centrais, nos informaram o caminho e, ao invés de sairmos no pátio do Olímpico, fomos parar no meio da Social. Lotada. Abarrotada de gente. Decisão de pênaltis, já estávamos ali, vamos acompanhar também. E vimos o Grêmio sair na frente, deixar empatar e, quando ainda havia esperança, Adilson errar a cobrança. Inter Campeão Gaúcho, dentro do Monumental. Depois ter que sair toda amassada, no meio da galera. E o pessoal revoltado com a derrota, para o Inter ainda. Foi tenso

Indo embora: apesar de sair mais cedo do estádio, tu é presenteado com um pôr-do-sol

Outro fato foi meu primeiro jogo de Libertadores, à noite, indo de ônibus, em dia de semana, com chuva. Grêmio 1x0 Cerro Porteño, do Paraguai. Precisávamos vencer para ser primeiro lugar no grupo e avançar às oitavas. O tempo passando e eu pensava comigo: "não vim até aqui pra ver derrota". Eis que o Everton (Sim, ele, saído do banco) fez 1x0. Vixi! O jogo terminou lá pelas 23 horas. E tinha a volta a Montenegro. Chegamos às 2h30 da manhã, chovendo. E já era quarta-feira. Tinha aula de manhã. Acordei às 6h30, mas feliz. Aquela Libertadores foi muito emocionante.
 
Provavelmente na Arena não haverá problemas na questão de saída do estádio (quando a obra do entorno estiver pronta!). E eu sempre disse que uma das cidades mais beneficiadas com a nova casa foi a minha. Principalmente com a construção da BR-448, a Rodovia do Parque. Nosso tempo de viagem, tanto ida, como volta, vai diminuir bastante. Menos stress para chegar, menos problemas para ir embora. Sem precisar sair mais cedo.

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